Cientistas brincando de espiões ou espiões brincando de cientistas?

Giovanna Montemurro

28 Setembro 2011 | 12h15

Quando criança, você era daqueles que sonhava em ser o 007 mas não prestava atenção nas aulas de ciência e biologia? Talvez você se arrependa lendo o estudo publicado esta semana na revista norte-americana PNAS em que cientistas da Universidade de Tufts, dos Estados Unidos, apresentaram uma técnica para mandar mensagens secretas através de bactérias geneticamente modificadas.

O método, chamado de Spam (Steganography by Printed Arrays of Microbes ou Esteganografia por impressão de agrupamentos de micróbios), começa com a modificação genética da bactéria E. coli para que cada grupo desses micróbios expresse uma proteína diferente. Essas bactérias modificadas então passam a brilhar de cores diferentes quando expostas a certas frequências de onda (e quando não expostas elas são invisíveis como qualquer bactéria normal).

Agora, as bactérias modificadas são organizadas segundo um código pré-definido em uma placa, para que carreguem a mensagem desejada quando expostas às luzes de frequências diferentes.


Pode parecer complicado, mas lembra muito o método de “tinta invisível” que muitas crianças sabem fazer usando limão, não?