Comedores profissionais têm estômagos diferentes

Estadão

17 Fevereiro 2012 | 16h43

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Um novo estudo indica que comedores profissionais – aquelas pessoas que participam de competições de comida pelo mundo – têm estômagos maiores e que estes funcionariam como verdadeiros balões de compressão.

Para chegar a essa conclusão, o chefe de radiologia gastrointestinal do Hospital da Universidade da Pensilvânia, Marc Levine, recrutou um comedor, classificado entre os top 10 do mundo, e um homem 45 quilos mais pesado e quatro centímetros mais alto. Ambos foram testados durante um concurso de cachorro-quente com auxílio da fluoroscopia, uma técnica que mostra, em tempo real, imagens dos órgãos internos – no caso, os estômagos dos dois.

Quando vazio, nosso trato digestório inteiro realiza uma contração muscular ondulatória, chamado peristaltismo. Isso permite a movimentação de comida através do corpo. Segundo o pesquisador, desde o início foi notado que quase não havia peristaltismo no estômago do comedor.


Durante a competição, o outro homem parou de comer depois de apenas sete cachorros-quentes, enquanto o comedor profissional continuou. Após 10 minutos, e 36 lanches, Marc Levine pediu para que ele parasse. As imagens feitas mostravam que seu estômago tinha esticado até atingir o abdome alto, mas ainda não havia muito peristaltismo.

De acordo com o pesquisador, o estômago do comedor se adaptou à expansão, já que é regularmente forçado a consumir mais do que o normal. É como se ele nunca se sentisse cheio, o que faz com que seu estômago não precise da contração muscular. No entanto, isso ainda não é inteiramente compreendido pelos estudiosos. Mais pesquisas virão.

[Via Gizmodo e Popular Science]