Número de amigos no Facebook está ligado ao tamanho das regiões do cérebro, sugere estudo

Giovanna Montemurro

19 Outubro 2011 | 07h11

Desde que foi criada, a rede social Facebook tem incentivado os mais variados estudos científicos. A maioria das pessoas adora postar e ler o que os amigos colocaram na rede social que tem mais de 800 milhões de usuários ativos em todo o mundo. A últimas delas foi realizada por pesquisadores financiados pela Wellcome Trust, da University College London (UCL), que afirmam ter encontrado uma ligação direta entre o número de ‘amigos no Facebook’ que uma pessoa tem e o tamanho de determinadas regiões do cérebro. Ainda segundo o estudo, quanto mais amigos no Facebook uma pessoa apresenta, mais ‘amigos do mundo real’ ela estaria susceptível a ter.

Antes que você corra para adicionar mais gente em sua lista, saiba que, apesar dos dados, os pesquisadores acreditam ter encontrado apenas uma correlação e não uma causa: em outras palavras, não é possível dizer que ter mais amigos no Facebook faz as regiões do cérebro se tornarem maiores, ou ainda se algumas pessoas fazem o tipo ‘programadas’ para ter mais amigos em sua vida.

“As redes sociais online são massivamente influentes, ainda que nós entendamos muito pouco sobre o impacto que elas têm em nossos cérebros”, disse o professor Geraint Rees, da Wellcome Trus. “Nosso estudo nos ajudará a começar a entender como nossas interações com o mundo são mediadas através das redes sociais. Isso deve nos permitir fazer perguntas inteligentes sobre a relação entre a internet e o cérebro. Mas questões científicas, e não políticas”

O professor Rees e uma equipe do Instituto de Neurociência Cognitiva da UCL e do Centro Wellcome Trust para Neuroimagem estudaram tomografias do cérebro de 125 estudantes universitários – todos usuários ativos do Facebook – e as compararam com o tamanho de suas rede de amigos, tanto online como no mundo real. Suas descobertas foram publicadas na revista Proceedings of the Royal Society B.

Veja também:
Tuiteiros são mais bem humorados pela manhã, diz pesquisa
O gene do Twitter