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5 perguntas e respostas sobre as ondas gravitacionais

- Atualizado: 11 Fevereiro 2016 | 22h 32

Cientistas conseguiram demonstrar a existência delas, cem anos após a Teoria da Relatividade, de Einstein

Cientistas observaram dois buracos negros que giraram um em torno do outro, ficando cada vez mais próximos

Cientistas observaram dois buracos negros que giraram um em torno do outro, ficando cada vez mais próximos

Albert Einstein formulou, com sua Teoria da Relatividade Geral, a existência das ondas  gravitacionais. Mas a comunidade científica teve de esperar cem anos até conseguir dar razão, com provas, a uma das mentes mais brilhantes do século XX.

Demonstrar a existência destas ondas era o último desafio pendente da Teoria da Relatividade Geral, que Einstein formulou em 1915. A Universidade das Ilhas Baleares, na Espanha, uma das envolvidas na colaboração científica LIGO, oferece em sua página na web algumas respostas para entender o que são e para que servem as ondas gravitacionais.

O que são as ondas gravitacionais?

Usando uma metáfora, a universidade as define como "ondas no oceano cósmico". Einstein descobriu com a Teoria da Relatividade que os objetos que se movem no Universo produzem ondulações no espaço-tempo - uma espécie de tecido no qual se desenvolvem todos os eventos do Universo - as quais se propagam pelo espaço. Estas são as ondas gravitacionais.

   

Para que serve tê-las detectado?

As ondas gravitacionais são "uma nova janela ao Universo". Graças a elas é possível entender os mecanismos de algumas das ocorrências mais violentas do Cosmo, como as colisões entre buracos negros ou as explosões de estrelas. Se poderia inclusive estudar o que ocorreu um milionésimo de segundo depois do Big Bang.

Também marcarão o início de uma nova era na astronomia porque o Universo é quase transparente para elas, o que permitirá observar fenômenos astrofísicos que de outra maneira permaneceriam ocultos - a formação de buracos negros ou como se comporta a matéria en condições extremas.

   

Mas, por que são tão importantes para explorar o Universo?

O conhecimento do Cosmos se realiza agora, principalmente, por meio da radiação eletromagnética (luz). Com elas se pode "ver", enquanto que com as ondas gravitacionais seria como "ouvir", o que permitiria passar através dos objetos que existem entre a Terra e o outro extremo do Universo, porque as ondas atravessam tudo.

   

Por que se demorou tanto a saber de sua existência?

Durante décadas, esse novo tipo de ondas foi quase ignorado. Alguns cientistas duvidavam de sua existência e outros pensavam que eram tão fracas que nunca poderiam ser detectadas. Mas, na década de 1970, a descoberta dos pulsares - estrelas de nêutrons que emitem luz enquanto giram - levou à primeira evidência indireta de sua existência. Além disso, os efeitos das ondas gravitacionais são tão pequenos que é necessário detectores gigantescos para tentar encontrá-las.

   

Como são estes detectores?

São enormes instalações que usam uma tecnologia chamada interferometria laser. O maior deles é o Observatório de interferometria laser de ondas gravitacionais (Ligo) nos Estados Unidos. Outros detectores são o Virgo, na Itália, e o GEO600, na Alemanha.

Até agora, os detectores estão na superfície terrestre, mas em um futuro se situarão debaixo da terra e a missão eLisa da Agência Espacial Europeia (ESA) vai colocar um detector no espaço, o que permitirá detectar ondas gravitacionais em uma gama diferente de frequências.

As ondas gravitacionais "contêm a promessa do desconhecido", assegura a página da colaboração científica Ligo, pois "cada vez que os humanos olharam para o Cosmo com 'olhos' novos descobriram algo inesperado que revolucionou a forma como vemos o Universo e nosso lugar nele"/ EFE

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