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Análise: Para especialista, SGDC é o marco mais importante do programa espacial brasileiro

'Além de todos os benefícios que esse tipo de satélite vai proporcionar ao Brasil, é importante que esse investimento também gere conhecimento', destaca

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2017 | 18h54

O lançamento do SGDC-1 (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas 1) pode ser considerado um dos marcos mais importantes do programa espacial brasileiro. Esse satélite além de aumentar a oferta de banda larga para as regiões remotas brasileiras vai proporcionar uma segurança estratégica nas comunicações militares e do governo. O satélite foi projetado pela empresa francesa Thales Alenia Space com participação da brasileira Visiona Tecnologia Espacial que é uma joint-venture entre a Embraer e a Telebras voltada para a integração de sistemas espaciais. Num projeto de R$ 1,3 bilhão (em 2012, hoje já em R$ 2,8 bilhões, segundo a Telebras) inclui o lançamento pela Ariane na Guiana Francesa e a tão importante transferência de tecnologia para as empresas brasileiras e institutos de pesquisa como o Inpe.

Além de todos os benefícios que esse tipo de satélite vai proporcionar ao Brasil, é importante que esse investimento também gere conhecimento para que se possa aplicar nos projetos aeroespaciais brasileiros. O Brasil já possui um grande conhecimento no projeto e construção de satélites e adquirir conhecimentos através dos contratos de transferência de tecnologia será fundamental para o seu desenvolvimento. Importante também é a entrada definitiva da Embraer, através da Visiona, em projetos espaciais ampliando seu portfólio tecnológico. Vale lembrar como é imprescindível para um país dominar seu espaço aéreo e ainda mais importante seu espaço.

Fernando Martini  Catalano, Professor Titular, chefe do Departamento de Engenharia Aeronáutica da USP/São Carlos

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