Skeeze/Pixabay
Skeeze/Pixabay

Aspirina pode regenerar dentes após cáries, dizem cientistas

Pesquisadores da Irlanda do Norte usaram produto para estimular células-tronco e projetam diminuição do número de obturações

O Estado de S.Paulo

14 Setembro 2017 | 12h29

BELFAST - Pesquisadores da Universidade Queen's, em Belfast, na Irlanda do Norte, afirmam ter desenvolvido um tratamento de regeneração dental que usa o ácidoacetilsalicílico, conhecida comercialmente como aspirina. Segundo reportagem do portal da BBC, os cientistas usaram o produto para estimular células-tronco nos dentes, o que aumentou o potencial de regeneração.

Ainda de acordo com a BBC, os pesquisadores esperam que o tratamento com aspirina resulte em menos cáries e obturações no futuro.

"Temos a esperança de desenvolver um tratamento que dê aos dentes a capacidade de fazer esses reparos. Mas isso será gradual, não é imediatamente que não precisaremos mais de obturações", explicou a professora da Faculdade de Medicina da Queen's Mas Ikhlas El Karim.

Segundo um estudo da Associação Odontológica Britânica, 72% dos adolescentes de 15 anos tinham cáries em 2016 na Irlanda do Norte.

Pesquisa

A equipe da Queen's University usou aspirina líquida sobre células-tronco em uma placa de Petri e afirmou, segundo a reportagem, ter encontrado "evidências materiais e genéticas de que isso produziu dentina". O próximo passo é descobrir um método para aplicar a aspirina no dente de forma adequada.

"Precisamos colocar o produto (no dente cariado) de forma que possa ser liberado durante um longo período de tempo. Se simplesmente colocarmos aspirina em uma cárie hoje, ela será facilmente lavada", explicou a pesquisadora. "Não estamos encorajando esse uso simples, mas, sim, o de um produto final para ser usado por um dentista, não um paciente."

Ikhlas afirmou que o fato de a aspirina já ser uma droga disponível no mercado ajudará o desenvolvimento de um tratamento. "E esse método não só aumenta a sobrevivência dos dentes, mas pode resultar em uma imensa economia para sistemas de saúde pública ao redor do mundo", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.