Avião de espionagem passa a ajudar a Nasa a estudar a atmosfera

O Global Hawk, capaz de se manter no ar por até 30 horas, vai estudar a camada de ozônio

Associated Press

14 Abril 2010 | 15h40

Um dos mais novos jatos de pesquisa científica da Nasa passou sobre o Oceano Pacífico na terça-feira, 13, numa missão de 24 horas para estudar a atmosfera terrestre.

 

O piloto permaneceu sentado em uma cadeira de escritório num quarto sem janelas no Deserto de Mojave, monitorando o voo autônomo do Global Hawk por meio de um painel de telas de computador.

 

Os Global Hawks são projetados para realizar missões de reconhecimento e espionagem de alta altitude e longa duração para a Força Aérea, que entregou à Nasa três exemplares.

 

Neste mês, a Nasa começou a pôr um deles para trabalhar pela primeira vez, em voos sobre o Pacífico para demonstrar a utilidade científica do aparelho não tripulado.

 

"Ele nunca tinha sido usado por uma agência civil, e nunca tinha sido usado para fazer ciência", disse David W. Fahey, físico da Administração Nacional de Oceano e Atmosfera (NOAA). O Global Hawk tem 13,4 metros de comprimento e envergadura de 35,3 metros, quase a mesma de um Boeing 737.

 

O Global Hawk em seu hangar. Força Aérea cedeu 3 aparelhos para a aNasa. John Antczak/AP

 

Capaz de carregar mais de 450 kg de instrumentos científicos, o avião pode operar a altitudes de quase 20 mil metros e se manter no ar por 30 horas, cobrindo uma distância de mais de 20 mil quilômetros.

 

Isso permitirá que o Global Hawk examine partes remotas da atmosfera, como a Antártida, disse Fahey.

O aparelho é um híbrido de satélite e avião, disse paul Newman, cientista da Nasa. "Esse avião voa naturalmente na atmosfera, então é uma plataforma perfeita para ciência do ozônio", disse ele.

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