Senlay/Pixabay
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Bactéria faz produção de jeans ser mais respeitosa com meio ambiente

Método desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia sintetiza o anil e evita o uso de produtos químicos danosos

O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2018 | 17h26

LOS ANGELES - O tradicional tingimento de azul das calças jeans pode ser mais respeitoso com o meio ambiente graças a um novo método de produzir a tintura de cor anil baseada em uma bactéria modificada em laboratório, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira, 8, pela revista Nature Chemical Biology.

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O anil ou índigo é a cor mais amplamente usada para dar às calças jeans seu característico tom azul, e o novo método para sintetizá-lo evita ter de usar químicos danosos ao meio ambiente.

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Os autores do estudo, da Universidade da Califórnia, reconhecem que este método para chegar à cor anil "ainda não é prático em escala industrial", mas a longo prazo pode oferecer uma alternativa mais respeitosa ao meio ambiente do que o atual processo químico.

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Ainda que o índigo tenha sido extraído durante milhares de anos de forma natural a partir de certa plantas, a demanda atual dessa coloração faz com que seja sintetizado de maneira química em escala industrial, o que supõe o uso de "múltiplos químicos perigosos que podem danificar o meio ambiente".

Para alcançar uma tintura anil respeitosa com o meio ambiente, um grupo de especialistas dirigidos por John Dueber usou uma bactéria de Escherichia coli (E.coli), modificada em laboratório, que é capaz de sintetizar um composto chamado indoxyl.

O composto é instável, mas os pesquisadores identificaram uma enzima que pode estabilizá-lo ao uni-lo a uma molécula de açúcar, explica o estudo.

Se tal enzima for acrescentada à bactéria, então produz um composto que pode ser facilmente isolado e armazenado a longo prazo.

No momento do tintura e diretamente na peça, uma enzima diferente converte esse composto em índigo típico de jeans, explica o estudo. /EFE

 

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