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Busca por ETs pode dar resultado em breve, diz astrônomo

Mais de 250 cientistas discutem a busca por vida e vida inteligente no universo em reunião em Londres

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Reuters e AP ,

26 Janeiro 2010 | 14h34

Importantes avanços tecnológicos da última década puseram a humanidade mais perto do que nunca de descobrir se existe vida extraterrestre em nossa galáxia, disse um dos principais cientistas do Reino Unido.

 

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O astrônomo e presidente da Royal Society Martin Rees afirmou que a ciência fez um progresso enorme na busca de planetas agrupados ao redor de outras estrelas - uma disciplina que, lembrou ele, não existia nos anos 90.

 

"Agora sabemos que a maioria das estrelas, como o Sol, provavelmente têm sistemas planetários, e temos todos os motivos para acreditar que muitos desses sistemas contêm planetas muito parecidos com a Terra", disse ele.

 

Rees afirmou que grandes passos dados na última década removeram um dos grandes obstáculos à descoberta de outros mundos, e possivelmente de formas de vida complexas, na Via-Láctea.

 

"De fato, vivemos em tempos estimulantes", disse ele.

 

E, a julgar pelos 250 importantes cientistas reunidos em Londres para participar da conferência da Royal Society sobre a "detecção de vida extraterrestre", ele não é o único entusiasta.

 

 

A reunião, que termina nesta terça-feira, 26, é a primeira nos 350 anos da Society a tratar de vida extraterrestre.

 

Projetos importantes, como  o lançamento do telescópio Kepler, da Nasa, destinado a buscar planetas semelhantes à Terra, bem como o uso de satélites cada vez mais modernos, trouxe-nos para perto da solução de um dos grandes mistérios do universo, afirmou.

 

A reunião da Society acontece no mesmo ano em que a busca por inteligência extraterrestre completa meio século: há 50 anos, o astrônomo Frank Drake lançou seu Projeto Ozma, a primeira tentativa de detectar sinais de rádio produzidos por civilizações fora da Terra.

 

O Ozma foi a inspiração de outros projetos como o atual SETI. Drake é um dos participantes da conferência em Londres. 

 

Rees, no entanto, não é otimista quanto à chance de a humanidade entrar em contato com inteligências de outros planetas. "Pode existir vida avançada de um tipo que não somos capazes de conceber, um tipo que não se revela por meio de radiação eletromagnética - um tipo simplesmente não está se comunicando", pondera.

 

O astrônomo americano Paul Davies faz uma palestra durante o encontro intitulada The eerie silence: are we alone in the universe? (O silêncio sinistro: estamos sozinhos no universo?), referindo-se, exatamente, aos 50 anos da busca, infrutífera, por inteligência extraterrestre.

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