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Cenário: Como a Terra chegou à distância perfeita para abrigar a vida?

Pergunta que poderá ser respondida pela observação dos sete planetas anunciados nesta quarta

Helio Gurovitz *, O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2017 | 03h00

As condições de vida na Terra são um enigma para a astronomia. Um pouco mais perto do Sol - e seríamos uma usina de efeito estufa e gases tóxicos a alta pressão, como Vênus. Um pouco mais longe - e os gases escapuliriam, a água congelaria, haveria no máximo uns micróbios, como em Marte. A Terra está à distância perfeita para abrigar água, oxigênio, carbono e formas complexas de vida. Mas como chegou a tal situação?

Eis a pergunta que poderá ser respondida pela observação dos sete planetas anunciados na edição desta quarta-feira, 22, da revista Nature. Todos orbitam o mesmo astro, a estrela-anã Trappist-1. Seis deles se formaram longe dela e foram arrastados pela gravidade. Estão hoje em situação parecida à de Vênus e Terra no início do Sistema Solar, diz o astrônomo Michaël Gillon, da Universidade de Liège, na Bélgica, líder da pesquisa. Será fácil comparar trajetórias e características.

Desde 1995, quando foi confirmado o primeiro exoplaneta (planeta que orbita outra estrela além do Sol), foram descobertos mais de 4.700. A nova descoberta promete multiplicar esse número. A Trappist-1 é bem menor do que os alvos costumeiros da caça planetária - tem o tamanho comparável a Júpiter. Se há sete planetas em torno de uma estrela tão pequena, deve haver muito mais por aí.

* É COLUNISTA DO ‘ESTADO’

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