Jose Miguel/Flickr/Divulgação
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Chuva de meteoros Perseidas tem pico nesta terça-feira

A Lua cheia dificulta a vista, mas ainda é possível observar as estrelas cadentes até o dia 24 de agosto

Marcela Braz, O Estado de S. Paulo

12 Agosto 2014 | 18h57

SÃO PAULO - A chuva de meteoros Perseidas risca o céu das noites de agosto todo ano e produz um dos shows de estrelas cadentes mais populares, que vem sendo observado há 2 mil anos. A madrugada de 12 para 13 marca o pico de atividade do fenômeno, que começou em 17 de julho e acontece até 24 de agosto. 

O melhor horário para avistar os meteoros são duas horas antes do amanhecer (cada qual em seu respectivo fuso), embora a luminosidade da Lua cheia reduza o número de meteoros visíveis, que num pico normal seria de 100 por hora, para algo entre 30 e 60, segundo a Nasa. A boa notícia é que as bolas de fogo da Perseidas -- mais numerosas do que em qualquer outra chuva de meteoros do ano -- não passarão despercebidas, mesmo com a claridade.

No Hemisfério Norte, a vista é privilegiada por causa da proximidade com a constelação de Perseus, de onde irradiam os flashes de luz, motivo também por trás do nome Perseidas. "Quanto mais ao norte da Terra, a constelação se torna mais alta no céu e mais fácil de se localizar. Deve-se olhar para o norte e, daqui de São Paulo ou interior, observar o fenômeno após as 4 horas da manhã", explica Nelson Vani Leister, astrônomo da Universidade de São Paulo.

Julio Lobo, astrônomo do Observatório Municipal de Campinas esclarece que a chuva de meteoros será visível próximo à linha do horizonte, aproximadamente entre 23 e 28 graus de altura na direção norte, dependendo de onde esteja o observador no sudeste e principalmente do Estado de São Paulo. "Não é para as pessoas esperarem um espetáculo de outro mundo. Lembrando que tem que ter um horizonte norte bem livre e ficar onde não tenha muita luz. Quem mora na capital, se conseguir ver um, já teve seu pedido atendido. Pelo menos um dá pra ver, costumam ser bem brilhantes", diz. 

Para maximizar a experiência, a Agência Espacial Americana dá algumas dicas: se afastar das luzes e da poluição da cidade, escolher um local sem nebulosidade, ter paciência e observar o céu por pelo menos 30 minutos, sem telescópios ou binóculos, que reduzem o campo de visão e as chances de ver os meteoros. Em vez disso, é melhor relaxar os olhos e não fixar o olhar em nenhum ponto específico. Também evitar a luz de celulares ou lanternas, fatal para a visão noturna sem um filtro vermelho.

A origem do evento está no cometa Swift-Tuttle, que orbita o Sol a cada 133 anos e deixa para trás um rastro de resíduos. Anualmente, quando a Terra passa por essa nuvem de detritos, gelo e pó de mais de mil anos entram em contato com a atmosfera terrestre a 59 km por segundo, queimam e se desintegram em flashes de luz.

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