Yoji Okata / Suny College
Yoji Okata / Suny College

Ciência elege top 10 das novas espécies em 2015

Especialistas selecionaram as mais interessantes das 18 mil descobertas feitas em 12 meses

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2015 | 21h20

Um comitê de especialistas elegeu as dez novas espécies mais interessantes entre as mais de 18 mil descobertas nos últimos 12 meses no mundo. 

A lista Top 10 das Novas Espécies é publicada desde 2008 pelo Suny College of Environmental Science and Forestry, uma das principais instituições voltadas para a ciência ambiental nos Estados Unidos. 

Descoberto nos Estados Unidos, o Anzu wyliei, um dinossauro emplumado que ficou conhecido como Galinha do Inferno, era carnívoro, tinha 1,5 metro de altura e um bico semelhante ao dos papagaios. Nas Filipinas, o Balanophora coralliformis, uma planta parasita ameaçada de extinção, tem a aparência de um coral, mas vive a 1.500 metros de altitude. A aranha Cebrennus rechenbergi, encontrada nos desertos do Marrocos, destaca-se pela estratégia de defesa: quando o perigo aparece, ela escapa dando cambalhotas, que dobram a velocidade de sua fuga.

Na Austrália, a Dendrogramma enigmatica, encontrada no mar a mil metros de profundidade, é um animal multicelular parecido com um cogumelo, cujo corpo é uma haste de 8 milímetros, com uma extremidade em forma de um disco e uma boca na outra ponta. A vespa Deuteragenia ossarium, encontrada na China, tem uma estratégia sinistra para proteger sua prole: deposita aranhas mortas ao redor do ninho para alimentar os ovos e depois sela a entrada com formigas mortas.

Na Indonésia, a rã Limnonectes larvaepartus é uma notável exceção entre os anfíbios, porque, em vez de botar ovos, dá à luz girinos desenvolvidos, que são depositados diretamente na água. O Phryganistria tamdaoensis, descoberto no Vietnã, é uma nova espécie de bicho-pau gigante, que chega a 23 centímetros de comprimento.

Um dos mais belos animais da lista é uma lesma do mar encontrada no Japão - o Phyllodesmium acanthorhinum, considerado o elo perdido entre as lesmas que se alimentam de corais e as que comem outros invertebrados marinhos. Também no Japão foi descoberto o peixe Torquigener albomaculosus, que desenha, no fundo do mar, intrincados desenhos circulares com detalhes geométricos de dois metros de diâmetro. Os círculos, que intrigavam os cientistas antes da descoberta do novo peixe, são produzidos para atrair as fêmeas e servir como ninho.

A Tillandsia religiosa, uma bromélia de 1,5 metro de altura, é usada em algumas regiões do México para compor a construção de presépios no Natal, mas só agora os taxonomistas descobriram que se trata de uma espécie ainda não descrita pela ciência. 

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