Geralt/Pixabay
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Cientistas da UFRJ interrompem o avanço do Alzheimer em animais

Estudo se focou na proteína TGF beta 1, produzida naturalmente no cérebro; doença afeta mais de 1 milhão de brasileiros

O Estado de S.Paulo

04 Julho 2017 | 10h17

RIO - Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram interromper o avanço do Alzheimer em animais e desenvolveram um caminho novo para atacar a doença, de acordo com pesquisa publicada na revista científica American Journal of Neuroscience.

O estudo focou-se em uma proteína produzida naturalmente pelo cérebro chamada TGF beta 1, segundo informou nesta segunda-feira, 3, a TV Globo.

Os pesquisadores descobriram a importância dessa substância para manter os circuitos elétricos do cérebro - a produção dela é reduzida nos idosos, o que causa uma série de inflamações que interrompem a conexão entre os neurônios.

O Alzheimer afeta mais de 1 milhão de brasileiros e é o principal causador de demência na população de terceira idade.

Experimento

O estudo mostra como uma célula no cérebro afetada pelo Alzheimer se recupera parcialmente quando é aplicada a proteína TGF beta 1. Os cientistas do Instituto de Ciências Biomédica (ICB) da UFRJ conseguiram assim reduzir alguns sintomas da doença em animais, os quais recuperaram a memória mais recente.

"O que fizemos foi apenas um passo para o tratamento a médio e longo prazo. É uma grande caminhada, e certamente nosso trabalho pode contribuir", afirmou a pesquisadora Flávia Gomes, uma das participantes do projeto.

Em um experimento que faz parte do estudo, um rato com Alzheimer é colocado diante de dois objetos iguais e não consegue reagir quando um deles é substituído.

Depois de injetada a proteína TGF beta 1, o rato se lembra do objeto que não foi trocado e reage ante o novo, que era desconhecido. /EFE

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