Cientistas desenvolvem método de detecção e rastreamento de CO2 no subsolo

Sistema pode impedir que dióxido de carbono e gases de efeito estufa se aglomerem na atmosfera

AP

15 Junho 2010 | 18h43

ALBUQUERQUE - Cientistas americanos desenvolveram um método de detecção e rastreamento de dióxido de carbono no subsolo, o que pode significar uma importante ferramenta ao governo dos Estados Unidos, à medida que se buscam maneiras de impedir que o dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa se aglomerem na atmosfera.

 

Os cientistas, que trabalham no Departamento de Energia do Laboratório de Tecnologia Energética Nacional, usaram líquidos incolores e atóxicos, chamados de marcadores perfluorcarbonos, para recolher a 'impressão digital' do CO2 que foi injetado em um veio de carvão no noroeste do Novo México. Eles seguiram o movimento do dióxido de carbono ao rastrear os marcadores.

 

O uso dos marcadores ajudaria a eliminar algumas das incertezas em torno de captura e da apreensão de carbono, disse Brian Strazisar, físico do Laboratório Nacional de Tecnologia da Energia em Pittsburgh.

 

"Deve haver algum tipo de exigência de que o dióxido de carbono vá para onde nós esperamos, e não volte para a atmosfera ou zonas geológicas às quais não se pretendia. Os marcadores vão ajudar com isso'', afirma Strazisar.

 

Com cerca de um terço das emissões de carbono nos EUA provenientes de usinas de energia e outros grandes poluidores, os cientistas têm olhado para fissuras subterrâneas, cavernas e leitos de carvão como lugares onde essas emissões podem ser armazenadas para reduzir o acúmulo de gases com efeito estufa na atmosfera.

 

São esses gases que estão sendo responsabilizados pelo aquecimento global. A administração Obama estabeleceu uma força-tarefa para a captura de carbono e prometeu US$ 4 bilhões para pesquisas relacionadas, com o intuito de implantar amplamente essa tecnologia dentro de 10 anos.

 

Na bomba Canyon, perto de Aztec, no Novo México, os cientistas injetaram cerca de 18.400 toneladas de dióxido de carbono, juntamente com os marcadores, em um leito de carvão de cerca de 3.000 pés (900 metros) abaixo da superfície.

 

Unidades especiais foram criadas em três linhas de produção de metano da camada de carvão e nas proximidades de poços em águas rasas ao longo da área monitorada pelos marcadores e o CO2 injetado. O projeto durou cerca de um ano.

 

A tecnologia pode medir concentrações tão pequenas quanto partes por quatrilhão. Ela também pode dizer a diferença entre dióxido de carbono CO2 injetado e o que é produzido naturalmente.

 

Alguns países ocidentais começaram a desenvolver leis para regulamentar o chamado espaço poroso embaixo da terra onde o CO2 pode ser armazenado.

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