Rorivaldo Camargo e Ricardo Tranquilin
Rorivaldo Camargo e Ricardo Tranquilin

Cientistas fazem obras de arte a partir de imagens de microscópio

Trabalhos de nanoarte já foram expostos nos Estados Unidos, Espanha, Israel, Romênia e mais de 10 cidades brasileiras

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

03 Março 2015 | 19h12

Ao mesmo tempo científica e artística, a nanoarte é a produção de figuras a partir de imagens feitas em microscópios eletrônicos de varredura de alta resolução. Os materiais apresentados nas obras medem poucos nanômetros e, por serem tão pequenos, jamais poderiam ser observados pelo olho humano - nem mesmo com a ajuda de microscópios convencionais. Um nanômetro corresponde a um bilionésimo de um metro. Para se ter uma ideia da escala, o diâmetro de um fio de cabelo mede aproximadamente 100 mil nanômetros.

Trabalhando cotidianamente com nanotecnologia, os pesquisadores do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF) perceberam que os materiais nanométricos observados em suas pesquisas revelavam a beleza de um mundo oculto e inusitado. 

Sob a coordenação de Elson Longo, cientista do Instituto de Química da Unesp, em Araraquara, a partir de 2008, a equipe do CDMF passou a colorir as imagens, tornando-se referência pioneira na produção de nanoarte. Desde então, grupo já fez exposições nos Estados Unidos, Espanha, Israel, Romênia e em mais de 10 cidades brasileiras. 

As imagens abaixo foram feitas por Rorivaldo Camargo e Ricardo Tranquilin, do CDMF, a partir de materiais estudados pelo grupo. Os objetos foram registrados em microscópios eletrônicos de varredura e coloridos em um editor de imagens.

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