Reprodução
Reprodução

Cientistas preveem doenças de pessoa através de seu genoma

Mapeamento genético revela que americano de 40 anos corre o risco de ter diabetes e câncer

BBC Brasil, BBC

30 Abril 2010 | 07h39

Cientistas americanos conseguiram, pela primeira vez, prever quais doenças uma pessoa poderá desenvolver, a partir de seu mapeamento genético.

 

Veja também:

linkDescoberto gene que permite a verme regenerar partes do corpo 

linkGene da obesidade também está ligado ao mal de Alzheimer, diz estudo

Em estudo publicado na revista científica The Lancet, uma equipe da Universidade de Stanford, na Califórnia, analisou todo os genes do colega Stephen Quake, de 40 anos, e concluiu que ele corre o risco de sofrer de problemas como diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

No ano passado, o professor de bioengenharia Quake ficou conhecido por ter desenvolvido uma nova tecnologia capaz de realizar seu mapeamento genético com menos de US$ 50 mil - um valor muito menor do que se gastava no início das pesquisas de genoma.

Outros cientistas, no entanto, disseram que a experiência levanta dilemas éticos, mesmo representando o início de uma nova era de medicina personalizada.

Ética

Quake se voluntariou para o estudo e, antes, foi submetido a sessões com um psicólogo para se preparar para a possibilidade da descoberta de uma doença grave.

Os cientistas analisaram genoma de Quake procurando por variações e "erros" genéticos associados com 55 doenças.

"Foi uma experiência interessante e eu estava curioso para saber os resultados", disse ele.

"Mas é importante admitir que nem todo mundo pode querer saber dos detalhes íntimos de seu genoma. Há muitas questões éticas, educacionais e de políticas que precisam ser esclarecidas antes de darmos continuidade com esse tipo de trabalho."

O custo do mapeamento genético vem diminuindo, e alguns cientistas acreditam que um estudo semelhante ao realizado na Califórnia poderá ser oferecido por médicos dentro de dez anos. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.