Google Street View/Reprodução
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Cientistas registram maior onda do mundo, com 19 metros

Fenômeno nos mares do Atlântico Norte ocorreu em 4 de fevereiro de 2013, entre a Islândia e o Reino Unido, e foi confirmado pela OMM

Jamil Chade, Correspondente de O Estado de S. Paulo

13 Dezembro 2016 | 09h45

GENEBRA - Um novo recorde é batido nos mares: o da altura de uma onda. Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), uma onda identificada com 19 metros ocorreu no dia 4 de fevereiro de 2013, no Oceano Atlântico Norte, entre a Islândia e o Reino Unido (59° N, 11° W). 

Foram necessários mais de três anos de estudo por parte de um comitê de especialistas canadenses, americanos, britânicos e espanhóis para determinar a altura exata da onda, gerada por uma frente fria, com vendas de mais de 50 milhas por hora, em pleno mar. 

O recorde anterior era de 18,2 metros, calculada no dia 8 de dezembro de 2007, também no Atlântico Norte. 

A boia usada para a nova medida é parte da rede britânica de meteorologia e faz parte de um sistema global espalhado pelos mares e que da informações para a OMM. Essas boias servem para complementar as medidas tomadas por barcos e satélites, que monitora oceanos.

"Essa é a primeira vez que uma onda é identificada com 19 metros", afirmou o subsecretário-geral da OMM, Wenjian Zhang. "Isso mostra a importância da observação marítima para garantir a proteção de vidas." 

A altura da onda é definida, segundo os cientistas, pela distância de seu pico até a parte mais baixa que a separa da próxima onda. 

Tradicionalmente, as maiores ondas são registradas no Atlântico Norte. "Os padrões de circulação de ventos e pressão atmosférica no inverno levam a tempestades extratropicais, conhecias como "bombas", explicou a OMM. Isso significa que a região entre a costa canadense, o sul da Islândia e o oeste do Reino Unido é candidata privilegiada aos recordes de altura de ondas. 

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