Tony Gentile/Reuters
Tony Gentile/Reuters

Data de conclave permanece indefinida

Vaticano precisará de mais um ou dois dias para anunciar o dia em que começará a escolha oficial do novo papa

José Maria Mayrink, Enviado especial,

04 Março 2013 | 23h00

Atualizada às 9h16

VATICANO - A data do conclave que elegerá o novo papa seria anunciada nesta terça-feira, mas provavelmente o Vaticano precisará de mais um ou dois dias para divulgá-la. Por determinação de Bento XVI, que em sua última semana de pontificado manteve o prazo de 15 a 20 dias após a sede vacante para o início da reunião, a data poderá ser excepcionalmente antecipada, com a condição de que todos os cardeais eleitores estejam em Roma.

Nesta segunda-feira, o número de eleitores presentes na Congregação dos Cardeais subiu para 107, com a chegada, à tarde, de mais 4 cardeais. Pela manhã, eram 103, conforme anunciou o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi. Somando-se aqueles que já fizeram 80 anos, 142 cardeais, do total de 207 membros do Colégio Cardinalício, participaram da primeira reunião, no Auditório Paulo VI, dentro do Vaticano.

"Acredito que ainda não seja possível marcar amanhã (terça-feira) a abertura do conclave", disse o cardeal Geraldo Majella Agnelo, ao chegar ao Colégio Pio Brasileiro, onde ele, d. Odilo Scherer e d. Raymundo Damasceno Assis estão hospedados. Entraram apressados, acenando, enquanto um assessor avisava que eles não falariam, alegando que estavam atrasados para jantar.

Os brasileiros limitaram-se a informar que a reunião da tarde foi reservada à meditação, sob orientação do frade capuchinho Ranaiero Cantolamessa, pregador da Casa Pontifícia. Hoje só haverá uma reunião, pela manhã.

Pré-conclave

Lombardi contou que os cardeais se comunicaram em cinco línguas - italiano, francês, inglês, espanhol e alemão. O decano, cardeal Angelo Sodano, e o carmelengo, cardeal Tarcisio Bertone, presidiram a reunião com a assistência dos cardeais Giovanni Battista Re, Franc Rode e Crescenzio Sepe. O secretário é o arcebispo Lorenzo Baltisseri, ex-núncio apostólico no Brasil, que será também secretário do conclave.

O porta-voz informou que cerca de 4,3 mil jornalistas e técnicos de rádio e televisão foram credenciados para cobrir o conclave, mas o número deve crescer. Redes de televisão montaram seus equipamentos na Praça de São Pedro e no alto de alguns prédios vizinhos.

Os cardeais têm evitado contato com a imprensa, mas há exceções. O arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, de 63 anos, que tem aparecido em listas de papáveis, falou ao jornal italiano Corriere della Sera sobre os próximos dias. Disse que os cardeais precisam conversar bastante esta semana para, depois, fazer um conclave curto. Outros cardeais têm previsto um conclave mais longo que o de 2005, quando Joseph Ratzinger foi eleito no quarto escrutínio, já no segundo dia.

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