Declaração de bispos africanos fala de fanatismo e corrupção

Texto pede que políticos corruptos arrependam-se de seus erros ou ao menos deixem a vida pública

Ansa,

23 Outubro 2009 | 15h07

ensagem final da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, aprovada no Vaticano, adverte para os riscos do fanatismo religioso, a questão da Aids no continente e faz críticas aos políticos que não desempenham bem suas funções.

 

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 "Quando este fervor religioso é mal endereçado pelos fanáticos ou manipulado pelos políticos, criam-se conflitos que tendem a envolver todos. Mas, direcionadas de modo apropriado, as religiões são uma grande força do bem, especialmente para a paz e reconciliação", destaca o documento.

 

O fanatismo religioso "está se difundindo no mundo" e é "a causa da destruição em muitas partes da África", afirma a mensagem.

 

Sobre a questão da Aids, o texto ratifica a posição da Igreja Católica de que o problema da difusão do vírus HIV "não pode ser superado com a distribuição de profiláticos".

 

Os participantes da Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos recomendam como métodos preventivos da doença a "abstinência entre não casados" e "fidelidade entre os casados".

 

O documento destaca também a necessidade do continente africano de "santos em relevantes cargos políticos", que "trabalhem para o bem do povo e que saibam como galvanizar outros homens e mulheres de boa vontade que estão fora da Igreja a se unirem contra os males comuns que afligem as nossas nações".

 

De acordo com os bispos, "muitos católicos em posições de prestígio deploravelmente não corresponderam adequadamente ao exercício de suas funções".

 

Diante disto, "o Sínodo convida estas pessoas a se arrependerem ou deixarem a vida pública e, assim, parar de causar destruição ao povo e dar má fama à Igreja Católica".

 

A Segunda Assembleia Especial para a África do Sínodo dos Bispos, iniciada no início do mês e que vai até o próximo domingo, tem como tema "A Igreja na África a serviço da reconciliação, da justiça e da paz. Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo".

 

O Primeiro Sínodo para a África foi realizado em 1994, sob o pontificado de João Paulo II, e propôs o modelo da Igreja-Família de Deus.

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