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Estudo contradiz principal teoria sobre formação da Lua

Segundo nova hipótese, satélite teria se formado a partir de múltiplas colisões e não de apenas um grande impacto

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O Estado de S.Paulo

10 Janeiro 2017 | 16h48

A Lua, companheira da Terra durante os últimos 4,5 bilhões de anos, pode ter se formado a partir de uma série de pequenos corpos que se chocaram contra uma Terra embrionária, segundo indicou nesta segunda-feira, 10, um estudo.

Isso explicaria uma grande incongruência na principal hipótese, que aponta que o satélite é resultado de apenas um e gigantesco impacto entre a Terra e um corpo celeste da magnitude de Marte. Segundo esta teoria, uma quinta parte da Luna procede da Terra e o restante do segundo corpo. 

Mas a Terra e a Lua são compostas praticamente dos mesmos materiais, de onde advém a principal inconsistência."A hipótese de um múltiplo impacto é uma forma mais natural de explicar a formação da Lua", destacou Raluca Rufu do Instituto Weizmann de Ciências em Israel, coautora do estudo publicado na revista Nature Geoscience.

"Nas primeiras etapas do Sistema Solar, os impactos eram muito abundantes, motivo pelo qual é mais natural que vários deles formaram a Lua, em vez de só um", disse Raluca. De acordo com os pesquisadores, foram necessárias cerca de 20 colisões.

O Sistema Solar se formou há 4,57 bilhões de anos, e a Lua se formou cerca de 100 milhões de anos depois. A principal teoria foi proposta a meados dos anos 1970. /AFP

        

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