Brent Stirton/Novartis Pharmaceuticals Corp. via AP
Brent Stirton/Novartis Pharmaceuticals Corp. via AP

EUA aprovam 1ª terapia genética para tratamento de câncer

Método reproduz as células sanguíneas do paciente e as modifica para que sejam capazes de detectar e destruir a leucemia

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2017 | 19h45

Autoridades norte-americanas aprovaram nesta quarta-feira, 30, uma nova técnica contra o câncer: uma terapia que reproduz as células sanguíneas do paciente e as modifica para que sejam capazes de detectar e destruir a leucemia infantil.

A técnica, chamada "CAR-T", foi desenvolvida pela empresa farmacêutica Novartis e a Universidade da Pensilvânia. É o primeiro tipo de terapia genética disponível no mercado e parte da nova onda de medicamentos potentes, mas caros, que reproduzem células organicamente para combater o câncer no sangue e certos tumores.

A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) disse que se trata de um passo histórico.

"Esta é uma nova maneira de tratar o câncer", declarou o médico Stephan Grupp do Hospital Pediátrico da Filadélfia e que foi o primeiro a tratar uma criança com a terapia CAR-T. Trata-se de uma menina que estava a ponto de morrer, mas que agora terá mais de cinco anos livre de câncer.

"É algo completamente emocionante", acrescentou o médico.

O tratamento CAR-T usa a terapia genética não para alterar genes nocivos, mas para aumentar a força das células sanguíneas conhecidas como linfócitos, que combatem o câncer. 

Os especialistas extraem essas células do sangue do paciente, as reprogramam para dar a elas armas potentes contra o câncer, e reproduzem centenas de milhões delas. Depois, as células são injetadas no paciente, dentro de cujo organismo vão se reproduzindo e assim podem seguir lutando contra as células malignas durante meses ou anos.

A Novartis não divulgou de imediato o preço da nova terapia, mas o mais certo é que passará de centenas de milhares de dólares. "Estamos entrando em um novo limiar da inovação médica, com a capacidade de reprogramar as células do paciente para que possam atacar um câncer maligno de maneira mais agressiva", disse Scott Gottlieb, da FDA. /AP

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