General pede que o mundo declare guerra ao lixo espacial

Cherfe do Comando Estratégico americano teme que a órbita do planeta se torne 'inabitável' em breve

Reuters,

27 Janeiro 2010 | 18h34

As grandes potências mundiais precisam encontrar meios de reduzir a quantidade de destroços em órbita, à medida que os riscos  gerados por colisões no espaço aumentam, disse o chefe do Comando Estratégico dos Estados Unidos.

 

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 O general de Força Aérea Kevin Chilton, um ex-astronauta, disse a uma audiência israelense que os Estados Unidos já catalogaram 15 mil objetos, entre foguetes descartados, detritos de ônibus espaciais e pedaços de satélites flutuando pelo espaço. 

 

"A estimativa é que esses números podem crescer a mais de 50 mil, num futuro não muito distante", disse ele, acrescentando que isso  pode tornar a órbita baixa da Terra "inabitável, para homens ou máquinas".

 

A quantia de lixo cresceu exponencialmente, segundo Chilton, por conta de eventos como a destruição em 2007, pela China, de um satélite desativado, e a colisão, no ano passado, de um satélite russo com um da rede de telefonia Iridium.

 

No que foi interpretado como uma forma de mostrar paridade coma  China, em 2008 os EUA abateram com um míssil Aegis um satélite. O Aegis é a espinha dorsal da rede de proteção antimíssil  planejada pelos americanos para a Europa Oriental.

 

 Chilton disse que o atulhamento crescente traz o fantasma de uma "cascata", na qual destroços colidem e geram novos destroços, que por sua vez não gerar novas colisões.

 

Ele disse que as grandes potências deveriam acertar uma "operação espacial responsável", aperfeiçoar suas naves para que os resíduos deixados no espaço sejam mínimos e compartilhem dados sobre riscos.

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