Hospital Emílio Ribas alerta para o aumento de casos de caxumba no inverno

Doença tem como sintomas febre alta, dificuldade de mastigar e inchaço no rosto

18 Julho 2012 | 12h56

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, vinculado à Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, emitiu nesta quarta-feira, 18, um alerta para o risco de aumento de casos de caxumba no inverno.

A incidência da doença cresce consideravelmente  nesta época do ano, informa o instituto, motivo pelo qual é preciso estar ainda mais atento aos seus sintomas. Em 2011, foram registrados em todo o Estado 89 casos de caxumba apenas entre junho e setembro, meses mais frios. O número é 18% maior que os 75 casos contabilizados na soma dos demais oito meses do ano.

A caxumba é caracterizada por febre alta e aumento das glândulas salivares próximas ao ouvido. Ela causa  também dificuldade para mastigar ou salivar, com inchaço no rosto. Quando os sintomas forem percebidos, deve-se procurar um médico para evitar as complicações mais graves, recomenda o Emílio Ribas.

Se não tratada corretamente, a doença pode provocar meningite, surdez, orquite (inflamação nos testículos) e ooforite (inflamação nos ovários), com risco de  esterilidade em ambos os sexos.

Altamente contagiosa, a caxumba é causada pelo vírus Paramyxovirus e transmitida  por meio da saliva, do espirro ou da tosse.

O tratamento é feito com analgésicos, anti-inflamatórios e repouso. A vacina contra caxumba é parte da tríplice viral, usada também para imunizar sarampo e rubéola. Ela está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

A administração ocorre em duas doses: a primeira, com um ano de vida, e a segunda aos quatro anos de idade. Além da imunização pela vacina, recomenda-se cobrir a boca ao tossir e espirrar e evitar aglomerações.

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