Montanha no deserto do Chile receberá maior telescópio do mundo

Mais de 900 espelhos de cerca de 1,5 metro vão compor o refletor principal de 42 metros do novo telescópio

26 Abril 2010 | 15h51

O Observatório Europeu Sul (ESO) anuncia que o monte de Cerro Armazones, no deserto de Atacama, no Chile, foi selecionado como local do maior telescópio da superfície terrestre, o Telescópio Europeu Extremamente Grande (E-ELT), que terá um espelho primário de 42 metros de diâmetro. Cerro Armazones tem uma altitude de 3.060 metros.

 

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O diâmetro do espelho é fundamental para a qualidade de um telescópio, já que define a quantidade de luz que pode ser captada durante uma observação, e o nível de detalhe obtido. O espelho projetado para E-ELT será composto por mais de 900 espelhos hexagonais individuais, com cerca de 1,5 metro cada.

 

Além desse espelho principal, o telescópio terá outros quatro, incluindo dois  especialmente projetados para compensar os efeitos de deformação das imagens provocados pelo vento e pela atmosfera.

 

Segundo nota divulgada pelo ESO, o E-ELT será "o maior olho do mundo voltado para o céu", e o único telescópio do tipo no mundo. A autorização final para o início da construção é esperada para o fim deste ano, e as operações devem ter início em 2018.

 

O Sol e a Lua vistos do alto de Cerro Armazones, no deserto de Atacama. Divulgação/ESO

 

O diâmetro de 42 metros foi escolhido, segundo o observatório, porque permitirá, por exemplo, divisar planetas rochosos localizados fora do Sistema Solar e medir a taxa de expansão do Universo. As imagens geradas pelo E-ELT prometem ser até 15 vezes mais nítidas que as obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble.

 

Entre os critérios levados em consideração na escolha do local estão a chamada qualidade do céu - o número de noites claras a cada ano, a ausência de poluição luminosa, a estabilidade da atmosfera - além de considerações como facilidades de logística e integração com outras instalações do ESO, uma organização composta por 14 países.

 

Ainda de acordo com a nota do observatório, o governo chileno já concordou em doar ao ESO uma área que contém a montanha escolhida.

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