NASA via The New York Times
NASA via The New York Times

Nasa abre vaga em ‘defesa planetária’ contra invasão alienígena

O emprego paga bem: de US$ 10,3 mil a US$ 15,6 mil

Andrew de Grandpre, THE WASHINGTON POST

03 Agosto 2017 | 20h11

A Nasa abriu vaga para uma função que talvez tenha uma das melhores descrições de emprego já concebidas na história: “defensor planetário”. O emprego paga bem: de US$ 10,3 mil a US$ 15,6 mil (de R$ 32 mil a R$ 48,5 mil). A agência anuncia que os candidatos trabalharão com “gente realmente inteligente” por um período de três a cinco anos. O trabalho consiste em evitar uma invasão alienígena da Terra e - o mais importante - proteger outros planetas dos terráqueos.

O presidente Donald Trump expressou grande entusiasmo pelo programa espacial americano, assinando uma ordem executiva, no mês passado, para ressuscitar o Conselho Espacial Nacional, desativado desde 1990, e discutiu o envio de humanos a Marte. Ele disse querer realinhar os investimentos para focar “na exploração do espaço profundo, em vez de fazer pesquisa sobre a Terra”.

Mas como um escritório de Proteção Planetária de uma só pessoa se encaixa nos objetivos mais amplos da agência? O anúncio de emprego é um tanto denso, mas Catharine Conley, a cientista da Nasa que esteve neste cargo nos últimos três anos, falou com simplicidade sobre seus objetivos e responsabilidades, em 2014, em entrevista à revista Scientific American. Ela disse que sua missão é garantir que as atividades da Nasa se harmonizem com um tratado internacional, assinado há 50 anos, que define padrões para prevenção de contaminação biológica fora da Terra, a fim de proteger os outros planetas de qualquer traço de vida alienígena - isto é, terráquea.

Na entrevista, Catharine falou bastante sobre Marte, para onde a Nasa envia naves exploratórias e robôs desde meados da década de 1970, para buscar pistas sobre a existência de água, prospectar habitabilidade e sondar a existência de vida.

Vestígios humanos. Segundo Catharine, as primeiras missões a Marte, que faziam parte do programa Viking, da Nasa, incluíram passos meticulosos para não sujar a paisagem marciana com vestígios humanos. “Os módulos de pouso eram empacotados, colocados dentro de um escudo biológico e introduzidos em um forno para matar todos os organismos - um sistema de esterilização completa. Queremos proteger os instrumentos de detecção de vida e proteger o ambiente marciano”, disse Catharine.

Hoje, os módulos de pouso operam reunindo imagens, analisando o ambiente e enviando dados à Terra. À medida que o conhecimento sobre o planeta vermelho evolui, tornam-se mais complexas as questões relacionadas ao envio de humanos à superfície nas próximas décadas. “Estarão os humanos vivos na época em que chegarem a Marte? Se eles morrerem em Marte, estarão contaminando a superfície? Tudo isso pode interferir na pesquisa futura.”

 

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