Bill Ingalls/ EFE
Bill Ingalls/ EFE

Nasa lança missão espacial rumo ao ‘coração de Marte’

Lançamento da sonda tem objetivo compreender como se formaram os planetas rochosos

O Estado de S.Paulo

05 Maio 2018 | 09h55

WASHINGTON - A missão InSight da Nasa, que tem como objetivo analisar o "coração de Marte", decolou com sucesso do Space Launch Complex-3 na Base Aérea Vandenberg na Califórnia neste sábado, 5, sendo a primeira vez que uma missão planetária é lançada da costa oeste dos Estados Unidos.

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O foguete United Launch Alliance Atlas V 401 leva no interior um veículo robótico que será o encarregado de explorar o núcleo de Marte para ampliar o conhecimento humano sobre a formação marciana e a de outros planetas rochosos, como a Terra.

O lançamento aconteceu sem problemas às 4h05 (hora local; 8h05 em Brasília) e a previsão é que InSight aterrisse no planeta vermelho no dia 26 de novembro.

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Esta é a primeira vez que uma missão espacial tem como único objetivo analisar as entranhas do segundo menor planeta do Sistema Solar, depois de Mercúrio. Até agora, as missões a Marte capturaram imagens da superfície, estudaram rochas, escavaram a terra e procuraram indícios da água que alguma vez fluiu em Marte, mas o interior do planeta nunca foi observado.

"Cerca de 99% deste planeta nunca foi observado. Vamos estudá-lo com nosso sismômetro e a nossa sonda de fluxo de calor pela primeira vez", afirmou Bruce Banerdt, principal pesquisador da InSight, em coletiva de imprensa antes do lançamento.

Para o diretor de ciências planetárias da Nasa, Jim Green, esta missão planetária "fantástica" ajudará a humanidade a compreender a composição da crosta, do manto e do núcleo de Marte e dará uma ideia de como se originou o Sistema Solar.

 

A missão, que durará quase dois anos e percorrerá a partir de hoje os 485 milhões de quilômetros que separam a Terra e Marte, é financiada e coordenada majoritariamente pelos Estados Unidos, mas também conta com a participação de países europeus.

No total, os EUA investirão US$ 813 milhões no projeto, enquanto Alemanha e França somarão cerca de US$ 180 milhões em pesquisas relacionadas. /EFE

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