Tim Peake/ ESA/ NASA/ Reuters
Tim Peake/ ESA/ NASA/ Reuters

Nasa planeja missão externa de emergência na Estação Espacial Internacional

Dois astronautas irão repor computador que apresentou falhas na manhã deste sábado

Reuters

21 Maio 2017 | 15h09

Uma dupla de astronautas realizará uma caminhada de emergência pelo lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) na próxima terça-feira para repor um sistema com falha, um dos dois que controlam importantes sistemas dos Estados Unidos abordo do posto em órbita. A informação foi confirmada pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês) neste domingo, 21. 

O aparelho principal apresentou erros na manhã deste sábado, 20, deixando o laboratório de US$ 100 bilhões (R$ 325,51 bilhões) funcionando com um sistema substituto responsável por controlar a operação de energia solar, radiadores, sistema de arrefecimento e outros equipamentos. 

Em nota, a Nasa afirmou que em nenhum momento os cinco tripulantes da estação estiveram em perigo. Atualmente, estão em órbita os norte-americanos Jack Fischer e Peggy Whitson, os russos Oleg Novitskiy e Fyodor Yurchikhin e o francês Thomas Pesquet. 

A Nasa espera confirmar até o final deste domingo quais astronautas farão a caminhada de cerca de duas horas e quando exatamente a missão será realizada. 

De acordo com o porta-voz Dan Huot, Peggy Whitson, a comandante da estação, montou e testou uma caixa de peças de reposição para trocar o equipamento em mau funcionamento, o qual havia sido instalado em uma missão externa em 30 de março. 

A última caminhada de emergência realizada pelo lado de fora da ISS aconteceu em dezembro de 2015, quando dois astronautas norte-americanos deixaram a estação para liberar o freio do transportador móvel de um braço robótico.

 

 

A ISS, que recebe tripulações diferentes de astronautas e cosmonautas, serve como um laboratório de pesquisas para biologia, ciências de materiais e experiências de física, assim como de observação da rotação da Terra e sensores remotos. 

Comandada e operada por 15 países e tripulada desde 2000, a estação voa a 400 km acima do planeta e completa uma volta ao redor da órbita da Terra a cada 90 minutos. 

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