Pavel Novak/CreativeCommons
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Nepal e China definem que Everest tem duas alturas oficiais

Países concordam em validar tanto a altura da rocha quanto a do gelo acumulado sobre o pico

Reuters

08 Abril 2010 | 17h08

Nepal e China concordaram em reconhecer como corretas tanto a altitude de rocha quanto a de gelo do Monte Everest,  pondo fim a um longo debate sobre o tamanho real da maior montanha do mundo, informam autoridades.

 

Mais de 4.000 montanhistas escalaram a montanha que fica na fronteira entre Nepal e China, desde que o cume foi conquistado pela primeira vez por Sir Edmund Hillary e Tenzing Norgay, em 1953.

 

Mas a altura exata continuava a ser uma questão em debate. A altura oficial, de 8.848 metros, foi determinada por indianos em 1954.

 

Pesquisadores e montanhistas chineses escalaram o Everest em maio de 2005 e concluíram que a altitude máxima da parte rochosa terminava 3,7 metros abaixo que o estimado em 1954. Com isso, a altitude real seria de 8.844,43 metros, com margem de erro de 21 centímetros.

 

Autoridades da China e do Nepal concluíram agora que ambas as altitudes são corretas.

 

"Ambas as altitudes estão corretas. Nenhuma medição é absoluta. Isto é um problema com a pesquisa científica", disse Raja Ram Chhautkuli, diretor-geral do departamento de avaliação geológica do Nepal.

 

Oito das 14 montanhas mais altas do mundo, incluindo o Everest, ficam no Nepal ou nas fronteiras desse país com China e Índia.

 

Em 1999, uma expedição da National Geographic Society e do Museu de Ciência de Boston, usando tecnologia de satélite, mediu a altitude do pico coberto de gelo e obteve 8.850 metros.

 

Eles disseram que a altitude do pico rochoso era incerta.

 

Recentemente, montanhistas disseram que as geleiras da montanha estão derretendo e que partes da trilha que leva ao cume estão perdendo neve e mostrando rocha nua, por causa da mudança climática.

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