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Novas espécies de anfíbios e répteis são achadas no Equador

BBC Brasil - BBC

11 Março 2010 | 07h 24

As cobras 'sugadoras de caracóis' e sapos que soltam seus ovos em folhas de árvores estão entre as descobertas

Imagem da cobra 'sugadora de caracóis', descoberta na coste oeste do Equador (Foto: Raei.org)  

 

LONDRES - Um grupo de cientistas americanos e equatorianos descobriu dezenas de novas espécies de animais na costa oeste do Equador. Entre as novas espécies estão as cobras "sugadora de caracóis" e "sugadora de lesmas". Um exemplar similar à primeira só é encontrado no Peru, enquanto que uma espécie parecida com a segunda só foi vista no Panamá, bem mais ao norte.

Nas várias expedições que realizou na região desde 2007, o grupo registrou 6 mil espécies na floresta tropical da região e tirou 25 mil fotos.

O líder da pesquisa, Paul Hamilton, da organização Reptile & Amphibian Ecology International, explicou que o objetivo da expedição era identificar novas espécies e criar recomendações de como preservá-las.

A expedição também descobriu 30 novas espécies de anfíbios anuros de florestas tropicais. Esses anfíbios se diferem por não jogarem seus ovos na água, onde os girinos nasceriam e se desenvolveriam. As espécies descobertas depositam seus ovos em árvores.

 

  

O sapo do gênero Pristimantis deixa seus óvos nas árvores invés de soltar na água (Foto: Raei.org)

Além de espécies que ainda não eram conhecidas pela ciência, o grupo também localizou muitos animais já conhecidos, mas seriamente ameaçados de extinção.

Um minúsculo lagarto que cabe na borracha de um lápis e a perereca-de-vidro são exemplos de seres raros que foram registrados pelos pesquisadores. A surucucu, a mais longa das cobras peçonhentas, também foi fotografada.

A maior parte dessas descobertas foi feita na região de Pata de Pájaro, que, segundo os pesquisadores, vem sofrendo com o desmatamento gerado pela criação de gado e pela extração de madeira, além da caça.

O pesquisador enfatiza ainda que há muito a ser descoberto no Equador, em que vivem representantes de 16% das espécies animais do mundo. "Esse estudo apenas atinge a superfície do que nós sabemos sobre essa região", disse.

"Há obviamente uma grande preocupação de que essas espécies desapareçam assim que, ou mesmo antes que, elas sejam formalmente descritas pela ciência", disse Hamilton. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.