Papa deixa marca no futuro da Igreja com novos cardeais

O papa Bento 16, imprimindo sua marca no futuro da Igreja, nomeou neste sábado 22 homens ao grupo exclusivo de cardeais que algum dia elegerão um deles próprios para sucedê-lo como líder dos 1,3 bilhão de católicos do mundo.

PHILI, REUTERS

18 Fevereiro 2012 | 14h32

Entre os mais proeminentes no grupo está o Arcebisbo de Nova York, Timothy Dolan, que está sendo anunciado por alguns especialistas no Vaticano como um possível futuro candidato a se tornar o primeiro papa norte-americano.

Bento, que faz 85 anos em abril e está dando sinais de sua idade, elevou os homens à posição mais alta na Igreja abaixo dele numa cerimônia na Basílica de São Pedro conhecida como um consistório.

"Confia-se aos cardeais o serviço do amor: amor a Deus, amor à Igreja, um amor absoluto e incondicional a seus irmão e irmãs, levando até mesmo ao derramamento de seu próprio sangue, se necessário (em defesa da fé)", disse o papa aos novos cardeais antes de dar-lhes seus anéis e suas birettas vermelhas, ou chapéus.

"Além disso, espera-se que eles sirvam à Igreja com amor e vigor, com transparência e sabedoria de professores, com energia e força de pastores, com fidelidade e coragem de mártires", disse.

Os novos cardeais vêm dos Estados Unidos, Hong Kong, Itália, Portugal, Espanha, Brasil, Índia, Canadá, República Tcheca, Holanda, Romênia, Bélgica e Malta.

Dezoito deles têm menos de 80 anos de idade e, portanto, serão elegíveis para fazer parte do conclave secreto para eleger o próximo papa.

Doze deles são europeus, levando o número de "cardeais eleitores" do continente para 67 de 125.

Com as novas indicações, Bento, que foi eleito num conclave secreto em 2005, nomeou agora mais de metade dos cardeais eleitores. Os outros foram nomeados por seu predecessor, João Paulo Segundo.

Comparados aos 67 "cardeais eleitores" da Europa, a América Latina agora tem 22, a América do Norte tem 15, a África tem 11, a Ásia tem 9 e a Oceania tem um.

Cardeais são os colaboradores mais próximos do papa no vaticano e ao redor do mundo. Eles lideram as maiores arquidioceses e administram os principais departamentos do Vaticano que ajudam o papa a decidir a política e a doutrina da Igreja, que pode afetar a vida de católicos em todo o mundo.

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