Papa diz que educação deve ser direcionada à fé, não ao trabalho

O papa Bento 16 afirmou nesta sexta-feira que a educação é mais do que treinamento para o trabalho e deveria também conduzir os jovens para o "amor, razão e fé". No segundo dia de sua visita à Espanha para tomar parte nas festividades da Jornada Mundial da Juventude, o papa falou a jovens acadêmicos no mosteiro de San Lorenzo, em El Escorial, a noroeste de Madri.

JOSE ELIAS RODRIGUEZ, REUTERS

19 Agosto 2011 | 12h01

"Às vezes se tem a ideia de que a missão do professor universitário nos dias de hoje é exclusivamente de formar profissionais competentes e eficientes, capazes de satisfazer a demanda por força de trabalho a qualquer momento", disse ele, em um pronunciamento dentro da Basílica.

"Na realidade este tipo de abordagem utilitária na educação está se disseminando, mesmo em nível universitário, sendo promovida especialmente por setores de fora da universidade", declarou Bento 16 a 1.500 acadêmicos de universidades católicas de todo o mundo.

"Os jovens precisam de professores autênticos. Pessoas abertas à plenitude da verdade nos vários ramos do conhecimento... pessoas que, acima de tudo, estejam convencidas de nossa capacidade humana para avançar no caminho da verdade", disse ele. "O caminho para a plenitude da verdade pede total comprometimento: é um caminho de compreensão e amor, de razão e fé."

Pouco antes, ele saudou 1.600 jovens freiras, na maioria de instituições e congregações espanholas.

Antes de deixar El Escorial, pela manhã, o papa fez uma visita de cortesia ao rei Juan Carlos e à rainha Sofia, da Espanha. Ele iria retornar a Madri pela tarde, para um encontro com o primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero.

Ainda nesta sexta-feira o governo de Zapatero deve divulgar uma nova rodada de medidas de austeridades, num momento em que a Espanha tenta sair da recessão que deixou 1 em cada 5 espanhóis desempregados, na grande maioria, jovens.

(Reportagem adicional de Judy MacInnes)

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