Papa pede a líderes da Igreja para não desanimarem

O papa Francisco pediu nesta sexta-feira a líderes da Igreja Católica, minada por escândalos e crises, para nunca cederem ao pessimismo e à amargura, e para manterem os olhos na verdadeira missão da Igreja.

Reuters

15 Março 2013 | 09h41

"Que nunca nos entreguemos ao pessimismo, a esta amargura, que o diabo coloca diante de nós todo dia. Que nós não cedamos ao pessimismo e o desânimo", disse o papa a cardeais reunidos na Capela Sistina para cumprimentá-lo.

Desde sua eleição, na noite de quarta-feira, como o primeiro papa não europeu em quase 1.300 anos, o argentino Francisco está traçando um claro caminho moral para os 1,2 bilhão de fiéis da Igreja, assolada por escândalos, intrigas e discórdia.

Suas ações iniciais sugerem que ele vai trazer um novo estilo para o papado, dando preferência à humildade e simplicidade sobre a pompa e a grandiosidade.

Na Capela Sistina, mesmo lugar onde foi eleito, ele falou a cardeais em italiano a partir um texto preparado, mas muitas vezes adicionando comentários de improviso, no que já se tornou a marca registrada de um estilo nitidamente contrastante com seu antecessor, Bento 16.

Ele disse aos cardeais que o papel das pessoas mais velhas na Igreja é passar otimismo e esperança para as gerações mais jovens que procuram orientação espiritual, em um mundo moderno cheio de tentações.

"Estamos na terceira idade. A velhice é o trono da sabedoria", disse, falando devagar. "Como um bom vinho que se torna melhor com a idade, passemos para os jovens a sabedoria da vida."

Durante a reunião, ele tropeçou brevemente enquanto descia os degraus diante de seu trono para cumprimentar Angelo Sodano, decano dos cardeais, mas recuperou rapidamente o equilíbrio.

Após seu discurso, Francisco cumprimentou cada um dos cerca de 150 cardeais no recinto. Ele permaneceu de pé, enquanto passava cerca de um minuto com cada um deles e muitas vezes deu risadas.

(Reportagem de Philip Pullella)

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