Osservatore Romano/Reuters
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Papa pede paz na sua mensagem de Natal e repreende a China

Bento XVI desejou que a data comemorativa leve consolo para os cristãos no Iraque e em todo o Oriente Médio; segurança no Vaticano foi reforçada, dois depois de explosões em embaixadas

Reuters,

25 Dezembro 2010 | 11h20

O papa Bento XVI, em sua mensagem de Natal neste sábado, 25, pediu pela paz no Oriente Médio e encorajou católicos no Iraque e na China a resistirem a perseguições. O papa afirmou que a mensagem de Natal deve estimular a todos na busca pacífica por justiça.

Falando do balcão central da basílica de São Pedro, sob forte esquema de segurança, para milhares de pessoas, ele fez a saudação de Natal em 65 idiomas. "Que a luz do Natal brilhe na terra onde Jesus nasceu e inspire israelenses e palestinos para uma justa e pacífica coexistência," afirmou.

Ele desejou que o Natal leve consolo para os cristãos no Iraque e em todo o Oriente Médio. O Vaticano teme que a violência, como a do ataque de outubro a uma igreja de Bagdá, que matou 52 pessoas, alimente um êxodo dos cristãos da região.

Bento XVI criticou diretamente a China, onde católicos leais ao papa foram obrigados a comparecer a eventos da igreja apoiada pelo Estado. Ele desejou ainda que o Natal "fortaleça a fé, a paciência e a coragem dos fiéis na China" e condenou "as limitações impostas à liberdade de religião e consciência."

A segurança no Vaticano e em Roma estava reforçada neste Natal, dois dias depois de explosões de bombas em embaixadas na capital italiana. Anarquistas assumiram a responsabilidade pelo ataque.

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