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Pesquisa cria armadilha para capturar mosquito da dengue

Rene Moreira - Especial para O Estado

07 Julho 2014 | 21h 16

Sensor, que é capaz de identificar inseto, tem custo baixo e pode ser usado para eliminar transmissor da doença

FRANCA - Após 3 anos de trabalho, pesquisadores brasileiros e americanos conseguiram com a ajuda da inteligência artificial desenvolver armadilha tecnológica para capturar mosquitos. Ela atrai os insetos para um compartimento, identifica quais devem ser pegos e os tranca em outro local onde eles acabam grudados em um papel colante.

“Existe um sensor que decide se prende ou solta o inseto. Se ele ficar preso, o ar o empurra para uma segunda câmara onde é retido pelo papel adesivo”, conta o pesquisador Gustavo Batista, do câmpus de São Carlos da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a tecnologia inovadora vai contribuir para combater dengue, malária e pragas agrícolas.

O custo é baixo (R$ 30) e a possibilidade de acerto na captura correta dos mosquitos varia de 98% a 99%. Hoje já há uma armadilha para capturar insetos prendendo em um papel adesivo. “O problema é que ela acaba capturando tudo, inclusive insetos que não precisariam ser capturados”, diz Batista.

Para os pesquisadores, a nova tecnologia será eficaz, principalmente, no combate aos mosquitos de gênero Anopheles, vetores da malária, e ainda aos mosquitos do gênero Aedes, vetores da dengue e da febre amarela. “A vantagem do sensor é que ele permite identificar onde o inseto está em tempo real”, completa o professor da USP.

O aparelho visa a identificar quantos e quais mosquitos estão em determinada área por meio do reconhecimento automático das espécies. Isso possibilita combater os efeitos nocivos dos insetos também na agricultura. A armadilha funciona por meio de um dispositivo que emite uma luz a laser. Ao atravessá-la, as variações das asas do mosquito são captadas por fototransistores, que transmitem a informação a um circuito que qualifica o inseto.

Antes, o mosquito vai parar na armadilha atraído por dióxido de carbono, uma substância capaz de atrair as fêmeas. Depois, ele é puxado por um fluxo de ar em direção ao sensor e lá é identificado, podendo ser liberado ou terminar no outro compartimento grudado no papel. 

Importância. Sem contar os mosquitos da dengue e da malária, o estudo coletou dados e criou sistemas de reconhecimento automático para diversas espécies, como a mosca-de-banheiro, mosca-da-fruta, mosca doméstica, abelha, joaninha, besouro e abelha. “O sensor pode classificar qualquer espécie de inseto, mas para isso é necessário que sejam coletados exemplos das espécies desejadas”, contou outro pesquisador, Diego Furtado Silva. 

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