Por falta de hotel, cientistas poderão ter de recorrer a motéis no Acre durante SBPC

Cerca de 15 mil pessoas devem participar da reunião, mas há apenas 2,7 mil leitos, dos quais 918 estão reservados

Itaan Arruda, Especial para o Estado

09 Julho 2014 | 18h55

RIO BRANCO - A dificuldade de arrumar hospedagem em Rio Branco, capital do Acre, durante a 66.ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), pode fazer com que os cientistas fiquem em motéis. 

A reitoria da Universidade Federal do Acre (Ufac), onde o evento será realizado, estima que 15 mil pessoas participem da reunião, entre os dias 22 e 27 deste mês. Segundo a Cadastur, responsável pelo cadastro oficial de turismo do Acre, a capital tem 19 hotéis, que dispõe de pouco mais de 2,7 mil leitos, dos quais 918 já estão reservados para a SBPC.

O governo do Acre informou que oferecerá estrutura para acampamentos em locais determinados para acolher estudantes que forem ao evento.

O proprietário de um motel que não quis se identificar "porque o negócio ainda não foi fechado" afirmou que foi procurado pela organização da SBPC. "A ideia seria colocar uma faixa em frente ao estabelecimento informando que estaria fechado para o encontro", informou. Uma das dificuldades que os gerentes dos motéis encontram é em adequar o atendimento à solicitação da SBPC e "a fidelidade aos nossos clientes que ficam aqui sempre".

A coordenadora da Comissão Executiva Local da SBPC, vice-reitora da Ufac, Guida Aquino, afirmou que problema semelhante ocorreu na reunião da 59.ª edição do encontro, realizado em Belém do Pará. "Você vê problema nisso?", pergunta a coordenadora. Segundo ela, foram feitos contatos com três motéis, "não com todos os motéis da cidade". "Dos três hotéis que seriam inaugurados antes do evento, apenas um abriu." Guida afirma que os motéis com os quais forem fechados acordos terão de oferecer café da manhã e terão atendimento exclusivo aos cientistas entre os dias de evento. 

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