Reforma americana levou práticas corporativas para dentro da escola

A reforma no sistema educacional americano iniciada no governo George W. Bush teve como principal conceito a adoção de práticas corporativas, com base em avaliações, cobranças e resultados.

Simone Iwasso, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2010 | 00h00

Por meio de uma lei assinada em 2002, chamada No Child Left Behind (nenhuma criança fora da escola), todas as escolas ficaram obrigadas a fazer com que seus alunos atingissem níveis de proficiência em leitura e matemática até 2014. Outro programa, chamado Accountability, previa a responsabilização do gestor, da escola e do professor pelo desempenho do aluno.

Escolas cujos alunos tivessem desempenho considerado insuficiente nas avaliações padronizadas, realizadas ao fim de cada ano, puderam ser fechadas. E cada um desses alunos recebeu um crédito para estudar em uma escola particular ? era possível também optar pela transferência para uma outra escola pública, em um bairro mais distante, com transporte pago pelo governo.

A ideia era que, concedendo crédito para os alunos estudarem em colégios privados, a competição de mercado entre as escolas faria com que elas melhorassem. E que os estudantes se interessassem pelo que estavam aprendendo.

O projeto, que provocou bastante polêmica nos Estados Unidos, sendo elogiado por parte dos educadores e criticado por outros, inspirou políticas públicas educacionais adotadas no Brasil.

O governo federal criou metas para cada escola e rede do País, com avaliações periódicas para avaliar o cumprimento dessas metas. Na rede estadual de São Paulo, também foi criado um indicador específico ? e um bônus para os professores cujos alunos tivessem o desempenho esperado nas avaliações da rede.

 

MODELO

 

Avaliações

Foram criadas avaliações anuais para verificar o nível de aprendizagem dos estudantes.

 

Responsabilização

Diretores e professores passaram a ser responsabilizados pelo desempenho dos alunos e escolas foram fechadas.

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