Rússia retoma construção de seu segmento da ISS após 8 anos

Novo módulo contém equipamentos para experimentos científicos e ampliará a capacidade da estação

EFE,

10 Novembro 2009 | 14h26

ússia lançou um novo módulo científico para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), com o qual retomará a construção do segmento russo da plataforma orbital, após uma pausa de oito anos.

 

O foguete Soyuz-U, que levou a nave de carga Progress-M ao espaço com o módulo Poisk (MIM-2), foi lançado às 12h22 (horário de Brasília) da base de Baikonur, no Casaquistão, informou o Centro de Controle de Voos Espaciais (CCVE) da Rússia.

 

A nave com o módulo deve se acoplar à ISS às 13h43 (horário de Brasília) de quinta-feira em regime automático, mas os tripulantes da estação supervisionarão a manobra para realizar o engate manual caso haja algum imprevisto, segundo a agência Interfax.

 

O módulo, que contém equipamentos para experimentos científicos, também ampliará a capacidade da ISS para receber outras naves, pois conta com um porto de acoplamento próprio, além de uma escotilha para as missões de astronautas no vácuo.

 

A nave Progress, que também leva à ISS 850 quilos de carga útil, entre equipamentos, alimentos e água, será desligada da ISS dentro de duas semanas.

 

O Poisk, que será utilizado como um laboratório científico, será o quarto módulo do segmento russo da ISS a servir como porto de engate.

 

Valeri Lindin, porta-voz do CCVE, disse que a Rússia retoma assim a construção de seu segmento na ISS, após um intervalo de oito anos, motivado pela catástrofe com o ônibus espacial americano Columbia, em 2003, pela conseguinte suspensão dos voos das naves americanas por mais de dois anos; e pela falta de financiamento para o programa espacial russo no início da década.

 

Lindin antecipou que um módulo gêmeo do Poisk, o MIM-1, também russo, será enviado à ISS em uma nave americana em maio, e em 2011 será enviado outro laboratório espacial, o MLM polivalente.

 A construção do segmento russo deve terminar com a integração, em 2014 e 2015, de outros dois módulos científicos, além de geradores de energia, que permitirão à Rússia alimentar seus laboratórios por conta própria.

 

Segundo o programa inicial, a construção da ISS deveria terminar em 2010, para ser utilizada em plena capacidade até 2015, mas as agências espaciais dos países participantes estudam atualmente a possibilidade de ampliar sua operabilidade em mais cinco ou dez anos.

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