Supermercados de SP ignoram ordem de dar sacolas biodegradáveis

Associação de supermercados afirma que ainda espera pelo julgamento de um recurso; associação quer multa diária de R$ 25 mil para lojas que não cumprirem determinação

Bruno Deiro,

30 Julho 2012 | 18h19

 Os principais supermercados de São Paulo ignoraram nesta segunda-feira, 30, a ordem judicial de oferecer gratuitamente sacolas de plástico biodegradável ou de papel para os consumidores. A Associação Paulista de Supermercados (Apas), garante que orientou seus associados a seguirem as determinações judiciais, mas afirma que ainda espera pelo julgamento de um recurso.

A associação civil SOS Consumidor, responsável pela ação que retomou a distribuição sem custos das embalagens, quer que  seja instituída uma multa de R$ 25 mil para cada loja que não cumprir a determinação.

"Esperamos que a decisão sobre o assunto seja anunciada nos próximos dias. Tem de haver uma punição para quem não cumpriu a ordem", afirma advogada Marli Aparecida Sampaio, presidente da associação. Além da multa, as redes podem ser punidas com outra multa proposta pelo Ministério Público, caso haja o entendimento de que houve crime de desobediência.

Os supermercados das redes Sonda, Carrefour e Grupo Pão de Açúcar teriam de acatar o o parecer da juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1º Vara Central, que no fim de junho deu prazo de 30 dias para que as lojas  iniciassem "gratuitamente e em quantidade suficiente" o fornecimento de sacolas biodegradáveis e de papel. Para o Walmart, a imposição passa a valer na próxima semana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.