Borboletas inspiram cientistas

Estadão

30 Maio 2012 | 14h30

(Foto: Reprodução)

Uma equipe de cientistas do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) da França, criou um detector de explosivos que melhora notavelmente a sensibilidade dos já existentes baseado no modo de funcionamento das antenas de uma espécie de borboleta noturna.

O aparelho é capaz de detectar concentrações de componentes de dinamite volatilizados no ar em quantidades muito inferiores às conseguidas até o momento por qualquer outro dispositivo eletrônico, e se aproxima do nível de confiabilidade dos cães treinados.

Pesquisadores desenvolveram este dispositivo que concentra meio milhão de minúsculos filamentos de dióxido de titânio, que imitam o sistema de detecção do inseto, cujas antenas estão infestadas de sensores conectados diretamente aos seus neurônios.

Agora, eles querem desenvolver um aparelho de fácil manejo, que incorpore o sistema criado e que no futuro seja capaz de reconhecer, de forma específica, vários tipos de explosivos.

Além disso, este instrumento abre a possibilidade de localizar outras substâncias, como algumas drogas e agentes tóxicos e poluentes que, da mesma forma que os explosivos, são pouco voláteis e, portanto, difíceis de detectar a certa distância.

O aparelho terá múltiplas utilidades em vários campos, desde a segurança aeroportuária até o controle ambiental, já que permite medir a qualidade do ar.