Cocô de cães nas ruas? Banco de DNA

Câmara Municipal de Jerusalém aprova lei que obriga proprietários de cachorros a registrar o DNA de seus animas para identificar e multar donos que não limparam o cocô de seus cães nas ruas da cidade

Estadão

12 Junho 2012 | 16h44

A Câmara Municipal de Jerusalém aprovou uma lei que obriga proprietários de cachorros a registrar o DNA de seus animas para identificar e multar donos que não limparam o cocô de seus cães nas ruas da cidade.

Com amostras de saliva dos bichs, as autoridades criarão um banco de dados de DNA. Os donos de cães que se recusarem a fornecer a amostra serão multados.

Esquemas semelhantes foram introduzidos em municípios menores nos Estados Unidos e na Espanha. Mas o veterinário-chefe da prefeitura de Jerusalém, Zohar Dvorkin, disse à rede BBC  que esta é a primeira vez que um projeto dessa dimensão é implementado no mundo. Em Jerusalém, há cerca de 12,5 mil cães.

Fiscais da prefeitura passarão a recolher amostras de fezes nas calçadas da cidade, que serão analisadas em laboratório para identificar os responsáveis.

A multa para os donos de cães que deixam fezes nas ruas é de o equivalente a R$ 400. Até então, os fiscais da prefeitura só podem multar os proprietários dos animais quando o cachorro e seu dono são pegos em flagrante.

“Muitas vezes os donos dos cães fogem ao ver os fiscais”, disse Dvorkin. “Mas com o novo método eles não poderão mais fugir.”

Segundo o veterinário-chefe, o objetivo da prefeitura “não é ganhar dinheiro, mas sim criar um clima de dissuasão”. Dvorkin diz que, além do incômodo criado aos pedestres, o cocô cães nas ruas também disseminam bactérias e parasitas, que podem transmitir doenças tanto a outros cães como a pessoas.

Dvorkin explicou que em casos de cães agressivos é mais difícil recolher amostras de saliva. Veterinários da prefeitura estão analisando outras fontes de DNA dos animais como amostras das raízes dos pelos.

Outra questão que está sendo analisada é o limite de tempo no qual o DNA dos cachorros poderá ser identificado nas fezes. “Depois de algum tempo as células se destroem e já não é possível identificar o DNA”, disse.

Segundo o veterinário, espera-se que a maioria dos cachorros da cidade tenham o seu DNA registrado até o início de 2014.

 

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