O ‘radar gay’

Estadão

23 Maio 2012 | 16h52

Grande parte das pessoas têm uma espécie de radar capaz de diferenciar, de modo inconsciente, gays de heterossexuais. É o que sugere um estudo do periódico científico PLoS ONE.

Os autores chegaram à conclusão após mostrar imagens de diversos rostos por apenas alguns segundos a um grupo de estudantes. Os voluntários revelaram grande precisão – que não pode ser atribuída simplesmente ao acaso – em avaliar a orientação sexual de quem estava nas fotos.

 O “radar gay” funcionou mesmo quando viram fotos de cabeça para baixo, e a precisão foi maior em relação às mulheres.

 No estudo, 129 estudantes observaram 96 fotos de jovens adultos, homens e mulheres, que se identificaram como gays ou heteros. Os autores não usaram fotos que poderiam fornecer “pistas” da opção sexual, como óculos, maquiagem ou piercings.

 Em relação aos rostos de mulheres, o grau de acerto foi de 65%. Já a capacidade dos voluntários de diferenciar homens gays e heteros ficou em 57%. Segundo os autores, isso pode ocorrer porque a diferença entre mulheres gays e heteros costuma ser mais evidente do que aquela que existe entre os homens.

“Pode ser similar à forma como não temos que pensar sobre se alguém é homem ou mulher, ou negro ou branco”, diz o líder do trabalho, Joshua Tabak, aluno de psicologia da Universidade de Washington.

 Ainda não está claro por que alguns têm faro mais apurado do que outros. Tabak sugere que “pessoas de outras gerações ou de diferentes culturas, que não cresceram sabendo que estavam interagindo com gays, podem ser menos precisos em observar diferenças”.