Uma questão de perspectiva

Estadão

05 Novembro 2010 | 12h44

Para fechar uma semana atípica — onde tivemos dois filmes de terror, uma postagem sobre mortos-vivos e uma a respeito do fim do mundo — nada melhor que uma bela ilusão de óptica:

Que chega até vocês graças a uma dica no twitter do @BadAstronomer!

Essa ilusão é uma prima high-tech do mais conhecido Cubo de Necker, onde a sugestão de tridimensionalidade, dada pela perspectiva, torna-se ambígua, por conta da ausência de pistas visuais sobre qual seria “a frente” ou o “fundo” da figura:

 Se você ficar olhando para o cubo, as duas interpretações se alternam em sua mente. O efeito também é explorado, de forma menos sutil, no “cubo impossível”:

Curiosamente, essas ilusões parecem estar mais relacionadas à forma como a imagem é interpretada no cérebro e integrada à experiência prévia do que com a mecânica (ou fisiologia) do sistema visual.

Documento

, por exemplo, menciona o caso de um cego de nascença que, ao enxergar pela primeira vez aos 52 anos, não mostrou responder à ilusão de Necker. “Perspectiva não significava nada para seu sistema visual”, diz o texto de Richard Gregory.

Neste

Documento

é possível encontrar um artigo mais completo de Gregory, pesquisador que morreu no início deste ano.