Biólogos do MIT descobrem gene da juventude em levedura

Células velhas que não são de reprodução vivem duas vezes mais que o normal quando gene NDT80 é ativado.

taniager

26 Junho 2011 | 13h59

Uma célula inteira de levedura (Saccharomyces cerevisiae) visualizada por microscopia de raios-X. No interior, o núcleo e um vacúolo grande (vermelho) são visíveis. Crédito: NIH.

Uma célula inteira de levedura (Saccharomyces cerevisiae) visualizada por microscopia de raios-X. No interior, o núcleo e um vacúolo grande (vermelho) são visíveis. Crédito: NIH.

Células humanas têm uma vida útil finita: só podem se dividir por um número certo de vezes antes de morrer. No entanto, essa expectativa de vida é redefinida quando células reprodutivas são formadas, razão pela qual os filhos de um homem de 20 anos de idade têm a mesma expectativa de vida que os filhos de um homem de 80 anos.

Como esta redefinição ocorre em células humanas não se sabe, mas biólogos do Instituto Massachusetts de Tecnologia (MIT), EUA, encontraram um gene que parece controlar o processo em levedura. Além disso, ao ligar este gene em células de levedura envelhecidas, os cientistas foram capazes de dobrar sua expectativa de vida normal.

Os pesquisadores descobriram que um gene chamado NDT80 é ativado ao mesmo tempo em que ocorre o rejuvenescimento. Quando ativaram este gene em células velhas que não eram de reprodução, as células viveram duas vezes mais que o normal.

A proteína produzida pelo gene NDT80 é um fator de transcrição, o que significa que ela ativa outros genes. Os pesquisadores do MIT estão agora procurando os genes visados pelo NDT80, que provavelmente realizam o processo de rejuvenescimento.

Se a expectativa de vida de células humanas fosse controlada de forma semelhante, isto poderia oferecer uma nova abordagem para rejuvenescimento de células humanas ou criar células-tronco pluripotentes, diz Angelika Amon, professora de biologia e autora sênior de um artigo que descreve o trabalho na edição de 24 de junho da revista Science.

“Se pudermos identificar quais genes revertem o envelhecimento, nós poderemos começar a projetar maneiras de expressá-los em células normais,” diz Amon, que também é um membro do Instituto David h. Koch de Pesquisa Integrativa de Câncer. O autor principal do artigo é Elçin Ünal, pós-doutor no mesmo instituto.

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