Atrofia do hipocampo pode indicar futuras demências

O tamanho do hipocampo pode dizer muito a respeito da saúde de uma pessoa, de acordo com pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia.

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16 Novembro 2010 | 13h30

Localização do hipocampo no cérebro humano. Crédito: Wikipedia.

Localização do hipocampo no cérebro humano. Crédito: Wikipedia.

O tamanho do hipocampo pode dizer muito a respeito da saúde de uma pessoa, de acordo com pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, e não apenas em relação ao risco para o Alzheimer: uma nova tese mostra que a região do cérebro conhecidamente atrofiada neste tipo de doença degenerativa também pode ser afetada na doença de pequenos vasos, o segundo tipo mais comum de demência, caracterizada por uma lesão na substância branca.

Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores mediram a extensão das alterações da substância branca em 122 pacientes com a doença dos pequenos vasos e compararam com o tamanho do hipocampo. Os pacientes foram divididos em duas categorias: um grupo que posteriormente desenvolveu a demência após dois anos, e o segundo grupo cujo estado clínico permaneceu inalterado após este período. A equipe também observou um grupo de controle com indivíduos saudáveis.

Os resultados mostraram que pode existir uma ligação entre o dano à substância branca e a redução do tamanho do hipocampo. Isso significaria que a lesão pode desempenhar um papel importante no processo que leva à atrofia desta região do cérebro.

Além de lançar luz sobre as causas de doenças degenerativas, o trabalho também mostra que a técnica pode ajudar no diagnóstico dos pacientes. “Acredito que a medição do hipocampo pode ser um instrumento clínico útil para investigar se uma pessoa está nos estágios iniciais da demência, como nossos resultados sugerem, que o tamanho do hipocampo está relacionado a uma deterioração da função cognitiva e demência”, diz Carl Eckerstrom, pesquisador do departamento de psiquiatria e neuroquímica da Academia Sahlgrenska.