Mais novo buraco negro é observado em nossa vizinhança cósmica

A imagem mostra a supernova SN 1979C dentro da galáxia M100 que pode conter o mais novo buraco negro de nossa vizinhança cósmica.

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17 Novembro 2010 | 15h17

A imagem mostra a supernova SN 1979C dentro da galáxia M100 que pode conter o mais novo buraco negro de nossa vizinhança cósmica. Crédito: X-ray: NASA/CXC/SAO/D.Patnaude et al, Optical: ESO/VLT, Infrared: NASA/JPL/Caltech.

A imagem mostra a supernova SN 1979C dentro da galáxia M100 que pode conter o mais novo buraco negro de nossa vizinhança cósmica. Crédito: X-ray: NASA/CXC/SAO/D.Patnaude et al, Optical: ESO/VLT, Infrared: NASA/JPL/Caltech.

Astrônomos afirmam ter encontrado provas do mais novo buraco negro – apenas 30 anos de idade – já encontrado em nossa vizinhança cósmica. A equipe descobriu o objeto com a ajuda dos equipamentos do Observatório Chandra X-Ray, e acredita que a partir dos dados coletados será possível compreender melhor como as estrelas massivas explodem formando estas regiões no universo cujo campo gravitacional é tão forte que toda a matéria ao redor é captada e nem mesmo a luz escapa desta incrível “sucção”. Além disso, seria um passo para quantificar os buracos negros existentes tanto na Via Láctea como em outras galáxias. 

O objeto, um resquício da supernova SN 1979C – pertencente à galáxia M100, a 50 milhões de anos-luz da Terra -, pode mesmo ser um buraco negro já que os dados de diversos observatórios indicam a presença de uma fonte brilhante de raios-x que tem se mantido estável durante os 12 anos de observação, de 1995 a 2007. Isto sugere que um buraco negro esteja sendo “alimentado” ou pelo material da supernova ou talvez pela companheira binária. 

“Se nossa interpretação estiver correta, isto é o exemplo mais próximo do nascimento de um buraco negro já observado”, ressalta Daniel Patnaude, do Harvard-Smithsonian Center for Astrofísica, em Cambridge, Massachusetts, que liderou o estudo. 

Os pesquisadores acreditam que a SN 1979C – descoberta por um astrônomo amador em 1979 – foi formada quando uma estrela cerca de 20 vezes mais massiva que o Sol entrou em colapso. Muitos buracos negros no universo são detectados na forma de rajadas de raios-gama, mas o caso é um pouco diferente, já que pertence a uma classe de supernovas que não apresenta esta característica. 

Teoricamente, a maioria dos buracos negros é formada justamente quando um núcleo de uma estrela entra em colapso e rajadas de raio gama não são produzidas. “Esta pode ser a primeira vez que se conseguiu observar um buraco negro de uma forma comum”, explica o co-autor do estudo Abraham Loeb. “Entretanto, é muito difícil detectar este tipo de nascimento de buraco negro já que décadas de observações de raio-x são necessárias para tanto”.