Capacidade de adaptação pode determinar vida além dos 100

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos EUA, forneceram novas pistas sobre como sobreviver além dos 100 anos.

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01 de dezembro de 2010 | 15h02

Dercy Gonçalves. Crédito: Creative Commons - Andréa Farias.

Dercy Gonçalves. Crédito: Creative Commons - Andréa Farias.

Pesquisadores da Universidade da Geórgia, nos EUA, forneceram novas pistas sobre como sobreviver além dos 100 anos, ao descobrir que a forma como pensamos sobre nós mesmos e nossa capacidade de adaptação a uma série de experiências desafiadoras ao longo da vida podem ser tão ou até mais importante do que fatores relacionados à saúde.

O trabalho, publicado na Current Gerontology and Geriatrics Research, mediu fatores psicológicos e sociais, além da genética e saúde de 240 centenários entre 2001 e 2009. Os pesquisadores concluíram que acontecimentos importantes da vida e história pessoal, junto com a forma como estas pessoas se adaptam a situações de estresse são cruciais para explicar um envelhecimento bem sucedido.

“Entender a saúde nesses termos tem enormes implicações para a qualidade de vida”, diz Leonard Poon, diretor do instituto de gerontologia da universidade e principal autor do estudo. “O que está acontecendo com você importa, mas, o mais importante é a sua percepção do que está acontecendo com você que é realmente importante para a sua saúde individual”.

A maioria das pesquisas anteriores sobre os mais velhos sempre se centrou nos aspectos da saúde, mas a equipe descobriu que os sentimentos dos centenários sobre sua própria saúde e bem-estar, ao invés de medir pressão arterial e o açúcar no sangue, são os preditores mais fortes de sobrevivência.

O trabalho também demonstrou que centenários mais neuróticos tendem a ser menos saudáveis fisicamente. O estresse, neste sentido, pode ser altamente destrutivo. Idosos que vivem isolados da comunidade também tendem a se tornar doentes com mais facilidade, pois fazem menos atividades físicas.