Células-tronco pluripotentes restauram células danificadas da retina

Retina é um alvo atraente para a correção com técnica baseada com células-tronco.

taniager

16 Junho 2011 | 18h30

Células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) podem ser orientadas para o desenvolvimento de células fotorreceptoras – sensíveis à luz – na retina. Crédito: Ph.D. Jason Meyer, School of Science at IUPUI.

Células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) podem ser orientadas para o desenvolvimento de células fotorreceptoras – sensíveis à luz – na retina. Crédito: Ph.D. Jason Meyer, School of Science at IUPUI.

Pesquisadores usaram a tecnologia de ponta de células-tronco para corrigir um defeito genético presente em um raro distúrbio de cegueira. Este é mais um passo em um caminho promissor para reverter a cegueira causada por doenças comuns da retina, como degeneração macular e retinite pigmentosa, que afetam milhões de indivíduos.

O estudo publicado na revista Stem Cells ontem, mostra como os pesquisadores usaram tecnologia desenvolvida recentemente para gerar células-tronco pluripotentes induzidas(iPS)  de um paciente humano com uma doença do olho incomum e herdada, conhecida por atrofia convoluta. Esta desordem afeta células epiteliais pigmentosas da retina (RPE). Estas células críticas dão apoio às células fotorreceptoras da retina, que funcionam na transmissão de mensagens da retina para as partes do cérebro responsáveis pela interpretação de imagens.

O biólogo e autor líder do estudo, Jason Meyer da Universidade de Indiana – Pardue, EUA, explica que ao gerar as células iPS, o defeito no gene responsável pela doença foi corrigido. Estas células foram induzidas a se transformarem em células da retina RPD que funcionaram normalmente. A experiência mostrou que é possível corrigir disfunções desta ordem e ofereceu uma base para uso futuro em substituições de células perdidas ou em mau funcionamento acarretado por outras doenças mais comuns da retina, como a degeneração macular e a retinite pigmentosa.

A grande vantagem da abordagem decorre de as células iPS poderem ser extraídas do próprio  paciente, evitando assim rejeições causadas pelo transplante. No estudo, a vitamina B-6 também foi administrada para tratar as células RPE danificadas, tornando-as saudáveis.

A retina é uma parte do sistema nervoso central de fácil acessibilidade relativa e, portanto, um alvo atraente para a correção com células iPS. Os pesquisadores estão otimistas quanto a correção de genes defeituosos – que acarretam a cegueira – pelas células iPS, e esperam que essas células possam ser capazes de restaurar a visão em futuro próximo.

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