Cientistas flagram em detalhes a ‘face’ da ansiedade humana

Cientistas flagram em detalhes a ‘face’ da ansiedade humana

Da redação

16 Janeiro 2012 | 20h45

Evening on Karl Johan, de Edvard Munch. Crédito: Reprodução

Evening on Karl Johan, de Edvard Munch. Crédito: Reprodução

Todos já sentiram: a ansiedade, que em alguns fica evidente nas unhas roídas, na dor de estômago, e até mesmo na falta de ar, é um estado emocional desagradável e transitório disparado como reação à percepção de futuras situações ameaçadoras ou frustrantes. Contudo, apenas agora a ‘face’ do problema foi literalmente flagrada em detalhes. Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria no King’s College London, na Inglaterra, conseguiram identificar a expressão facial de uma pessoa quando ela experimenta o subjetivo sentimento de tensão. O estudo poderia contribuir para o diagnóstico de ansiedade mais preciso em pacientes, bem como para identificar indivíduos envolvidos em delitos.

Segundo Adam Perkins, autor principal do estudo focado no entendimento das causas da ansiedade, “ninguém sabe exatamente o que ela é”.  No entanto, estudos anteriores realizados com muitos animais haviam mostrado uma ligação desse sentimento com o comportamento de avaliação de risco. Em roedores, por exemplo, os olhos se movimentam rapidamente enquanto a cabeça gira. Ao investigar o caso em seres humanos, a equipe descobriu que a expressão facial ‘da ansiedade’ compreende um olhar que varre o ambiente com a mesma intenção de avaliar os riscos.

Mas no caso específico do ser humano, essa atitude reflete uma preocupação com dois componentes: um funcional e outro social. O primeiro ajuda a aumentar a coleta de informações e o reconhecimento de ambientes ameaçadores ao expandir os campos visuais e auditivos. Já o componente social ajuda a comunicar aos outros nosso estado emocional – pré-requisito para seres que devem viver e evoluir coletivamente.

Ansiedade (1); Felicidade (2); Surpresa (5); Interesse (4). Crédito: King's College London.
Ansiedade (1); Felicidade (2); Surpresa (5); Interesse (4). Crédito: King’s College London.

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