Nova era para dispositivos médicos de imagem em terahertz está próxima

Testes estão sendo realizados no acelerador ALICE para determinar efeitos de radiação THz em tecidos humanos.

taniager

24 Junho 2011 | 16h39

 

Células estaminais humanas marcadas para mostrar o núcleo (azul) e estrutura interna (verde). Crédito: Rachel Williams/David Edgar/University of Liverpool.

Células estaminais humanas marcadas para mostrar o núcleo (azul) e estrutura interna (verde). Crédito: Rachel Williams/David Edgar/University of Liverpool.

Uma nova era em pesquisas de câncer e biologia celular está a caminho graças à fonte de luz mais intensa em frequências de teraherts. Cientistas da Universidade de Liverpool, Reino Unido, estão utilizando o acelerador de partículas ALICE para determinar os efeitos destas ondas em células humanas e promover um avanço significativo no conhecimento sobre estas células e doenças, incluindo melanomas e câncer de esôfago.

Os raios em terahertz (THz) se localizam entre as micro-ondas e a luz infravermelha no espectro eletromagnético. Aplicações com a luz THz já foram aprovadas em dispositivos de segurança e de tratamento de imagens médicos. A luz também já está sendo usada para detectar explosivos escondidos, armas ocultas e drogas. Ao contrário dos tradicionais raios-X, a radiação terahertz é considerada essencialmente segura, pois não é invasiva e não destrói as células humanas.  No entanto, os cientistas ainda não sabem quais são os limites superiores seguros para a exposição humana a esta radiação.  Uma compreensão mais aprofundada do impacto dos raios THz em tecidos vivos permitirá que uma nova geração de dispositivos de imagens médicas e de segurança possam ser desenvolvidos e usados seguramente.

Segundo Peter Weightman, professor e pesquisador principal da Universidade de Liverpool, o trabalho poderia lançar insights inestimáveis sobre a organização biológica e capacitar os cientistas para testar teorias controversas em relação aos mecanismos pelos quais os sistemas biológicos se organizam. Esta compreensão melhorada de células humanas pode levar a avanços significativos no diagnóstico de doenças tais como melanomas e câncer esofágico. Instrumentos de baixo consumo de energia THz já são utilizados para analisar o tecido removido em cirurgia, porque os tecidos saudáveis e cancerosos respondem diferentemente à radiação THz. A pesquisa no ALICE permitirá melhorar muito estes procedimentos e, eventualmente, levar ao desenvolvimento de instrumentos melhores e de baixo custo para diagnósticos de câncer.