Descoberta proteína que atua de forma protetora durante o ataque cardíaco

Proteína HAX-1 desempenha um papel importante da proteção de células cardíacas e músculos durante uma lesão causada por isquemia.

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16 Novembro 2010 | 13h54

Wen Zhao e Chi Lam. Crédito: Universidade de Cincinnati.

Wen Zhao e Chi Lam. Crédito: Universidade de Cincinnati.

Pesquisadores da Universidade de Cincinnati, nos EUA, descobriram uma nova proteína que poderia atuar de forma protetora durante o ataque cardíaco. A descoberta pode levar ao desenvolvimento de novos tratamentos para pacientes com alto risco de sofrer o problema.

A equipe observou que a proteína HAX-1, que atua contra a morte celular, desempenha um papel importante da proteção de células cardíacas e músculos durante uma lesão causada por isquemia (restrição do suprimento sanguíneo para o tecido).

“Várias vias de morte celular são ativadas durante o ataque cardíaco, resultando em morte celular e e redução da função cardíaca”, explica Chi Keung Lam, pesquisador do departamento de farmacologia e biofísica celular da universidade. “Tem-se observado que a HAX-1 tem participação em diferentes mecanismos de morte celular”. De acordo com Lam, os níveis da proteína são reduzidos em corações após uma isquemia.

Para a pesquisa, a equipe criou modelos animais com superprodução de HAX-1 e depois induziu o enfarte. “O coração destes modelos animais mostrou melhor desempenho contrátil após ataques relacionados com lesão cardíaca e diminuição da morte celular”, ressalta Wen Zhao, responsável pelo trabalho. “O efeito protetor foi associado à diminuição da atividade das caspases três e nove”. Caspases constituem a família de proteínas responsável pelo processo de morte celular.

Mais do que isso, os pesquisadores descobriram que as mitocôndrias, isoladas das proteínas HAX-1 nos corações destes animais, eram mais resistentes ao inchaço e à transição de permeabilidade – ou diminuição da permeabilidade da membrana mitocondrial de cálcio. O órgão também reduziu a resposta ao estresse no retículo endoplasmático, ou rede interligada dentro das células que sintetiza as proteínas após a lesão.

“Estes resultados sugerem o potencial cardioprotetor único da HAX-1 na isquemia”, afirma Zhao. “As descobertas podem levar a tratamentos direcionados em nível celular para pacientes que estão em risco de ataque cardíaco, prevenindo a morte de células e tecidos”.

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